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Estímulos à menoridade

Publicado em: 08-09-2010 | Por: Paulo Aislan Alves de Sousa | Em: Comportamento, Política

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O estado de menoridade é um refugio para a tomada de decisões, este fato esta cada vez mais claro de se observar ao nos depararmos com a maneira como é tomada as decisões políticas em nosso país. Eleger alguém que nos reduzirá o esforço  de “pensar” é um fato, o problema é pensar em quem terá de fazer isto para nós.

As classes dominadas estão cada vez menos preocupadas com o rumo em que o nosso país irá, desde que sua “bolsa família” esteja mantida e outros benefícios que os reduz o esforço de trabalhar e conseqüentemente pensar. Já as classes dominantes que em sua maioria está no poder, pretendem manter este estilo brasileiro de fazer política criando “super-heróis” que mostram apenas que vão lutar pelos interesses dos pobres onde na verdade não é isso que ocorre.

Educação, é a palavra que resume o motivo da nossa distância em relação aos demais países. Do que adianta destinar alguns bilhões de reais para atender famílias pobres com o maior programa de transferência de renda do mundo se quase cinco, dez ou vinte vezes deste valor é destinado a pagar juros para as 100 famílias mais ricas deste país? Do que adianta chegar a ser a quinta economia do mundo se ainda temos que manter um grande numero de famílias pobres com o bolsa família? Do que adianta o país “enriquecer”, mas a grande maioria da população não? Esses fatos não são divulgados com clareza pelos políticos em suas propagandas e sim aqueles fatos que os levarão indiretamente a reduzir seu esforço de pensar e conseqüentemente ser menos critico em relação as atitude em que eles tomarão frente ao poder.

Esse estados de menoridade é quase que um presente de nossos políticos para a sociedade, o grande problema é que estamos aceitando-o com os braços abertos, e isso não pode acontecer.

Portanto, não devemos lutar pelo caminho mais cômodo e deixar que os outros tomem as decisões por nós, e sim lutarmos para que estes nos dêem a oportunidade de andar com nossos próprios pés e fazermos que o nosso país cresça de verdade.

Por Paulo Aislan Alves de Sousa

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