Um panorama do novo mundo
Publicado em: 02-09-2010 | Por: Flavio Kodama | Em: Atualidades, Carreira, Comportamento, Educação, Empreendedorismo, Liderança, Responsabilidade social, Sustentabilidade, Tecnologia
Tags:Atualidades, Comportamento, geração y, Liderança, Reflexão, Responsabilidade social, Sustentabilidade, Tecnologia, Trabalho
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Com o reconhecimento da importância de que a produção de conteúdo tido um caráter muito mais bottom-up do que top-down, as coorporações tem intensificado os investimentos para ter o poder de controlar, formatar e indexar conteúdo alheio, como podemos ver nesse site da TopTalent, mas também em muitos outros sites. Esses sites tem sido chamados como redes sociais, CMSs, sites dinâmicos, sites Ajax, sites Web 2.0, enfim, existem muitos nomes de marketing para confundir as pessoas que não trabalham diretamente com a criação dessa infra-estrutura.
Com a interatividade pública e ao mesmo tempo instantânea muitas empresas de tecnologia da informação se tornaram também veículos de mídia já que supostamente produzem conteúdo, independente da natureza deste conteúdo. Dito isto vemos que o empacotamento de conteúdo, também chamado editoração, se tornou uma commoditie, que antes era uma responsabilidade restrita à pessoas chaves dentro de grandes empresas midiáticas e estas realmente tem sofrido quedas consecutivas de faturamento pois os custos de uma produção de conteúdo de qualidade são altos, porém a perda do controle absoluto deste conteúdo num ambiente de interatividade instantânea como a internet também se tornou um clichê dos tribunais.
É de se prever que por mais que o Poder Judiciário se informatize nunca irá alcançar a velocidade do atual fluxo de informações, devido a hipótese primordial de que todos são inocentes até que se prove o contrário. Não, não estou querendo mudar esta hipótese, simplesmente porque é um fato, afinal a evolução não é culpa de ninguém a não ser da própria natureza racional do ser humano e certamente durante muito tempo ainda vão procurar bodes expiatórios para culpar a perda de controle de conteúdo. E realmente foi previsto, os grandes players se anteciparam e fundaram internet gratuíta baseada em anuncios, serviços gratuítos baseados em anuncios, produtos gratuítos baseados em anuncios.
São tantos anuncios que a visão dos usuários, agora pessoas normais e não apenas cientistas de garagem, se adiquiriu um filtro natural para buscar apenas o gratuíto pois se resolvermos abrir a carteira temos a impressão de que instantâneamente todo nosso dinheiro irá desaparecer já que pagaríamos por cada caractere a mais que armazenássemos em um servidor externo. A wikipedia, linux, e produtos opensource surgem então para contradizer toda a teoria de que teríamos de pagar por uma informação de qualidade. Na verdade a wikipedia surge no mesmo momento em que se tem um conteúdo interativo público, estou adotanto este modo de continar a história pois há uma necessidade de se manter a esperança em relação ao futuro.
Voltando ao ponto, se o modelo capitalista diz que é vantajoso porque premia os mais capacitados e antes tínhamos que possuir dinheiro para obter capacitação. Então supondo que um lugar onde o conteúdo de qualidade sem restrições de acesso em quantidade e sem a vantagem subliminar da propaganda seria a tv a cabo das tvs a cabos. Consequentemente o prêmio capitalista passou a ser não aos que tem maior capacitação e sim aos que tem a capacitação certa no momento em que a demanda desta capacitação existir. Acabando com a linearidade de pensamento do estudar para algum dia entrar em uma empresa, trabalhar o resto da vida por esta empresa e se aposentar, simplesmente porque o quê você sabe fazer alguém, amanhã pode descobrir como se faz e publicar para o resto de planeta aprender, acabando assim com a sua vantagem comercial, já que os grandes players farão de graça por propaganda e aquela empresa não irá pagar o salário para alguém fazer algo que é gratuito.
Já pensaram que basta não contar o segredo de se fazer as coisas que ninguém nunca irá descobrir. Mas isso foi antes do aprendizado de se componentizar o conhecimento para facilitar a sintese de novos produtos. Qual a seria a saída para evitar que o Comunismo acabe por solapar nossos sonhos materiais mais genuínos? Já diziam que se não se pode contra eles junte-se a eles e isto está sendo feito nesse exato momento em que grandes bilionários encabeçados por Bill Gates evitando a desvalorização excessiva de seu patrimônio resolveram doá-lo a fim de se criar centro de inteligência e capacitação filantrópicos pois perceberam que estamos próximos de se criar A inteligência artificial, logo renascendo o capitalismo com um modelo: se você não entende, tudo bem, a maquina fará para você, basta você ter dinheiro suficiente para comprar mais máquinas, mas que sejam as máquina mais inteligêntes que existam.
Mas a história ainda não acabou pois o Capitalismo deixou de ter o mote de quem é mais capacitado deveria receber mais. É aí que entra o fator sustentabilidade. Sustentabilidade implica em não precisarmos de mais dinheiro para fazer mais coisas. Ficando com um exemplo simplista podemos usar a energia solar para fabricar mais painéis solares. Aparece a idéia de que não precisamos necessariamente ficar eternamente comprando energia para o consumo. O consumo consciente não passa pelo descarte consciente mas sim pelo reaproveitamento do material que seria “eliminado”. Chegamos enfim ao fato de que queremos puder ser sustentável então a máxima de que todo mundo precisa trabalhar está enterrada.
Que busquemos nossas aposentadorias.
Por Flavio Kodama

















