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Escrever. Leia isto, antes de decidir que curso fazer na faculdade.

Publicado em: 30-08-2010 | Por: Eder Tsutomu Kambara | Em: Atualidades, Carreira, Comportamento

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Escolhi errado. Na época do meu ensino médio, tinha poucas noções sobre aquilo que iria fazer na faculdade. Sempre gostei de ler e de escrever. Minha professora de gramática, ao saber que pensava em fazer jornalismo, logo me aconselhou: “Ah, faça Direito… quem escreve bem tem que fazer Direito… é melhor”.

Já pensava a respeito. Tenho parentes que seguiram a carreira jurídica e se deram muito bem. Mas não fixei a ideia na cabeça, não.

Fui levando os estudos. Estudava, me dedicava, mas sem ter em mente o objetivo fixo em cursar Direito. Chegou o terceiro ano do ensino médio. Época de fazer a inscrição para o vestibular. Não gosto de ver partes humanas em detalhes explícitos. Descartei medicina. Detesto química. Descartei química. Não vou bem com números. Descartei engenharia civil. Adoro desenhar. Considerei arquitetura. Sou fissurado por mapas. Considerei geografia. Como já dito, adoro ler e escrever. Considerei jornalismo e Direito. “Quanto ganha um arquiteto? E um geógrafo? E um jornalista? E um juiz?”. As respostas dessas perguntas me fizeram optar pela ciência das leis. Mas, provavelmente, foi uma das mais tortas decisões que já tomei na minha vida.

Prestei o vestibular da Universidade Estadual de Maringá, no inverno de 2005, e passei. Comecei a cursar Direito no início do ano seguinte. O primeiro semestre, tal qual o segundo, foi muito difícil. Nada daquilo que (pouco) imaginava acontecia na realidade. Aulas enfadonhas, colegas mais chatos ainda (exceto os amigos). Uma tortura. Mas todo mundo diz que o primeiro ano é fogo, mesmo. Até tinha um ex-bombeiro na minha classe (perdão pela cacofonia, mas não resisti).

Veio o segundo ano. Melhorou 100%. Mas eu continuava a me aborrecer com a maioria das aulas, com ressalvas às aulas de Direito Civil. Muitos dizem que só começaríamos a realmente estudar Direito a partir do terceiro ano. Cursar o segundo, com a bagagem adquirida do primeiro, só veio a corroborar com tal teoria.

Chegou o terceiro ano. Metade da viagem. Viagem que começou atribulada, mas que se encaminhou para a calmaria… será? Não. É fato que a densidade jurídica das aulas aumentou, e é verdade que se começa a estudar Direito só a partir do terceiro ano. Fruto de uma combinação de fatores pessoais, como maturidade e experiência, com fatores institucionais, como professores melhor capacitados e matérias evoluídas. Foi um dos melhores anos letivos de todo o curso. Mas – sempre essa palavrinha adversativa – essa melhora, que, à primeira vista, poderia me instigar, me fazer criar maiores interesses na área, só me deixou ainda mais desinteressado.

O quarto ano foi o mais difícil. Continuei aborrecido, não por causa das aulas, nem por causa dos professores. Mas por mim mesmo. De fato, estava com todos os instrumentos à minha disposição – no entanto, não tive disposição para bem utilizá-los. Tive que dar meus pulos, para passar de ano.

E então, chegou o último período. E aqui estou, na reta final.

Ouvi em algum lugar que o ser humano precisa ser feliz, pois a ideia de tristeza é sinônimo de fracasso. Concordo com isso. Nunca me senti mais fracassado do que agora. Fiquei jogando meu tempo no lixo, por cinco anos, e a única coisa proveitosa que descobri, nesse tempo, foi a minha vocação: escrever. “Grande coisa! Já sabia disso há séculos!”

Sim, um advogado escreve, e muito. Mas o escrever de que me refiro não é a redação de petições, peças processuais, cartas e monografias. É escrever sobre coisas prazerosas, com as quais eu me identifique. É escrever um texto onde consiga vislumbrar a minha figura. Enfim, é colocar no papel tudo aquilo que não se coloca em um papel: a verdade. E não cheques protestados, denúncias, demandas por indenizações morais, despachos, certidões, cartas precatórias.

E a verdade, a autêntica, a que dá sentido à vida, eu não consigo vislumbrar no meu futuro escritório de advocacia, ou no meu gabinete no fórum, ou seja lá onde for. Percebo que, se Direito fosse o meu sentido para a vida, estaria com os olhos brilhando todas as manhãs de segunda-feira. Não é isso que o espelho do elevador, com suas lâmpadas fluorescentes, me conta.

“Então, por que você escolheu Direito e não Jornalismo?” – poderiam me perguntar.

Não foi fácil encontrar a resposta. Mas o fiz. Diversos fatores e situações interferiram para a minha escolha, dentre elas a ingenuidade, a ignorância, a submissão, e a patética característica de eu ser muito preocupado com o que os outros pensam de mim. Sempre tive também um complexo de inferioridade, e resolvi fazer algo para que os outros pudessem sentir orgulho (ou inveja). Pensamentos maduros de um garoto de 17 anos.

E no decorrer do curso, outros conflitos surgiram: problemas na família, atritos, questões pessoais… em resumo, um complexo emaranhado de sensações, causas e efeitos dos quais, realmente, não quero gastar mais nenhuma teclada. Já basta vivenciá-las.

Mas hoje tenho 22. E, além de ter sido um martírio, a faculdade me trouxe maturidade e me fez analisar as coisas sob um novo prisma. Antes, achava que, para ter felicidade, era preciso ter sucesso e, por consequência, dinheiro. Agora, por outro lado, tenho absoluta certeza de que, para ter sucesso – e dinheiro –, é preciso ser feliz no que se faz. A felicidade não é um fim. É o começo de tudo.

Seja feliz para escolher. E não o contrário.

Por Eder Kambara

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Comentários (35)

Faço parte do mesmo clube que você.. por que Direito e não Arquitetura que sempre amei?
A diferença é que você ainda tem 22, eu já tenho 26.
Meio complicado de voltar atrás e recomeçar já que preciso ter minha liberdade o quanto antes.
Parabéns pelo texto e boa sorte a todos que estão nessa situação.

Obrigado pelo comentário, Adália. Realmente, é complicado voltar atrás, inclusive para mim. Mas creio que a busca pela felicidade nunca prescreve, preclui ou caduca. Acho que jogar tudo para o alto não é uma boa ideia. Mas devemos sempre buscar aquilo que nos completa. E ter paciência (e sorte!).

Adorei o texto. Não desista, ainda é muito novo e tem muito tempo. Li também o texto do gol e ri horrores. Achei sensacional. =)

Gostei da sua postagem, mas ainda há tempo para você e adalia, eu estou cursando o 3º semestre de economia e tenho 42 anos. E vocês são muitos jovens tem um futuro longo pela frente. Nunca se é velho demais para recomeçar e sim para desistir. Pode ir para publicidade você tem talento e escreve muito bem. Quem me deras escrever assim tão bem. bjos. wal.

Hum… publicidade sempre foi uma área que gostei…

Obrigado pelo elogio! Um abraço!

Obrigado pelo elogio, Carla! E pelo incentivo também! Abraço!@Carla Brito -

Oi Eder
adorei teu post
também estou com duvidas sobre que carreira seguir… Ô lastima rs !
foi de grande valia tuas palavras …
Irei pensar com conciência !
xerô *–*//

Obrigado, Quel! Fico feliz que minhas palavras te fizeram pensar a respeito de sua dúvida.

Um abraço!

Oi Eder!
Não te conheço,mas lendo seu texto me senti lendo a descrição da minha vida nos últimos anos.
É engraçado como existem pessoas que passam por isso, mas talvez poucas tenham coragem de falar sobre isso.
Eu cursei 4 anos de Medicina Veterinária,e durante muito tempo tentei me convencer que era o caminho certo.
A minha paixão por escrever sempre me perseguiu,mas não pretendia continuar sendo a sombra do meu irmão, que é jornalista.
Decisões que tomamos como adolescentes que se acham adultos e que somente anos mais tarde tomam essa dimensão.
Não me arrependo.
O que eu sou hoje nem sem compara com a garota que era a quase 5 anos atrás.
Hoje prezo mais a “qualidade de vida” do que todo o resto.
Quem sabe nos encontramos pelo “jornalismo”.

Beijo

Olá!

Obrigado pelo comentário. É bom saber que compartilho situações parecidas, com outras pessoas. Isso me conforta bastante!

E concordo contigo. Amadurecemos, e passamos a ver a vida de uma nova forma.

Ola Eder!

Sempre é tempo para recomeçar! Tudo o que voce vivenciou ate agora em seus estudos, sera aproveitado onde quer que voce vá ou faça. Só acrescentou -um plus.
Va em busca de seu caminho. Não tenha medo.
Sou professora em escola publica e estou quase me aposentando. Fui em busca de uma pos graduação para mudar. Tenho 50 anos e vou em busca de uma nova profissão. Se tenho medo? É claro que sim, mas na minha idade aprendi que se errar posso consertar de algum modo. Bobagem ficar preso por crenças que não me servem mais.
Minha filha esta passando por este mesmo dilema que vc. Medo de não acertar no futuro.
Esquece, o futuro a Deus pertence, mude o seu agora e busque ser feliz.
Jamais é tarde!

Obrigado pelas belas palavras, Leila. As considerarei com muito carinho.

Tenho 17 anos, amo escrever, amo ler e estou vivendo O Ano – aquele ano desgraçado e covarde, que nos obriga a decidirmos qual profissão seguir, qual carreira fazer pelo resto de nossas vidas. Sinceramente, não me julgo maduro o bastante para saber o que quero fazer da minha vida. Durante todo o ano passado, pensei muito em Jornalismo, mas o salário não é nem um pouco satisfatório. É horrível, para falar a verdade. Pensei em desistir. E por um tempo, foi o que fiz. Muitos já me disseram para ser advogada ou médica. Dizem que tenho cara de “doutora” alguma coisa e potencial para medicina. É verdade, eu adoro biologia… Mas a verdade acabou pesando em meus ombros. Durante o tempo em que desisti do Jornalismo, ouvia meu subconsciente gritar: VOCÊ GOSTA DAS PALAVRAS! VOCÊ GOSTA DE ESCREVER!
Ainda estou meio confusa. Obrigada, subconsciência, mas eu sempre soube das minhas paixões. Não dá para ser rica publicando palavras. Mas eu posso ser feliz fazendo o que gosto, certo? Espero que sim.
Seu texto me inspirou muito e, apesar de não te conhecer, quero deixar o meu sincero “obrigado”. Ou “obrigadA”, no caso. Fiquei realmente comovida pela sua história e me emocionei um pouco, porque também me importo muito com o que os outros pensam ou vão pensar de mim. Tolice.
Torço pelo seu sucesso e que não pare de escrever, independente do seu curso.
Abraços :)

Fico muito grato por tuas sinceras palavras, Clarisse. Foi justamente isso que desejei inspirar em quem lesse este post. Compartilhar, com sinceridade, algo que pudesse ajudar outras pessoas a decidirem, da melhor maneira possível, sobre seus futuros.

Um grande abraço!

Acho que estou passando por isso nesse momento. E, estou aqui em um pc da minha faculdade procurando um alguém que diga :”Saia dessa”. Seu texto não me passou ainda isso. Mas me trouxe a dúvida:” Será?”

Estou fazendo Ed. Física, primeiro ano e gosto de escrever. Mas meu primo fez este mesmo curso e se deu bem. Daí resolvi fazer também e logo vi todos reagirem super bem com minha decisão.
Lembro de quando eu citava que gostaria de fazer Letras ou Filosofia, eu tinha nas mãos sempre uma certa indiferença dos outros.

Estou muito triste, espero que no final do curso que estou fazendo eu possa ter essa sua visão maravilhosa das coisas. Visão que você obteve de uma forma dolorosa.

Meus parabéns pela sua frase:
” A felicidade não é um fim. É o começo de tudo.”

Um ótimo horizonte para você, Eder!

Obrigado, Jamile. Boa sorte pra você e “saia dessa!”

Abraço.

Realmente, é necessário ponderar e avaliar as nossas escolhas e prioridades,acho que devemos fazer o que nos traz real felicidade!
Quanto a um curso superior, tenho minhas dúvidas e meus anseios,temo que ele ofusque as prioridades que tenho hoje!
Preciso pensar melhor e verificar o que me dará real satisfação na vida, além da satisfação que já tenho hoje!
Gostei muito do seu texto. A indecisão é um ponto contra a quem vai fazer qualquer coisa!
Continue procurando o que lhe traz real satisfação e felicidade!
Parabéns!

Eder

enfim, que fim levou seu gosto pela escrita?
Tornou-se um escritor (ainda que um hobby)?
Continua escrevendo?
Fez algum curso que tem ajudado na arte da escrita?
Participa de algum grupo que escreve e lê?

Voce está em sao paulo?

abç
vinicius
vinicmoura@hotmail.com

Sempre cultivei meu gosto pela escrita. Tenho alguns blogs e, sempre que posso, escrevo alguma coisa. Não estou fazendo nenhum curso sobre o assunto, porque comecei a trabalhar (numa área totalmente distinta da jurídica). Estou gostando muito da minha atual experiência profissional.

Um abraço!

Sabe…obrigado.Isso de se sentir inferior,ser ingênua,e ter uma necessidade enorme de mostrar aos outros seu valor..para que eles te reconheçam(e até sintam inveja).Isso sou eu agora.Eu sempre pensei em arquitetura,mas de ouvir os “outros” seja falando na remuneração profissional ou e como engenharia ou direito ou medicina era o que eu devia fazer,estava indo pra esse barco.
Além do que arquitetura pra mim não é mt fácil.moro no interior e a unica universidade perto q ofereça arquitetura é federal.Como não posso pagar um curso superior(e arquitetura aqui é bem concorrido)eu havia desistido.consegui uma bolsa integral de direito perto de casa e estavam todos cheios de orgulho.Mas,eu não estava feliz.Pensei muito.Muito mesmo.E resolvi desisti.de repente o orgulho deles virou desgosto,raiva,indgnação.Ódio.
Eu realmente n sabia o que fazer.desisti de tudo que eu sempre quis que era a admiração das pessoas pra fazer algo que eu gosto.E continuei infeliz.infeliz de verdade.o modo que me tratavam me causou primeiro arrependimento.depois ele foi virando uma imensa raiva que acabou se tornando uma depressão profunda.
Até que um dia eu percebi que estava correndo atrás da minha felicidade e se eu estava infeliz pq eles ficaram revoltados pq eu não quis algo que me deixaria infeliz então…eles simplesmente nunca foram verdadeiramente felizes porque não tiveram a coragem que tive.Eu percebi que eles simplesmente não valiam isso.A minha tristeza.E que qundo eu alcançar a minha felicidade talvez ela seja tão grande que preencha tbem os corações infelizes deles.
“Se a inveja que vc tem por uma pessoa acaba, todas as coisas boas dessa pessoa acabam se fundindo com vc tbem.”
Entrei num cursinho este ano.e no final dele sei que vou entrar na federal.melhor entrar na quitetura!

“ARQUITETURA” srsrsr

Corajosa decisão, a sua. Não desanime e continue firme. Esse é o segredo do sucesso que ninguém consegue destruir, desde que sua convicção prevaleça.

Um abraço!

Me identifiquei muito com o seu texto o.o estou no primeiro ano de Direito, e não quero continuar, fiz por não saber o que queria de verdade. Mas ainda não to totalmente segura se saio ou não:~~
abraço :)

Escolhi Direito pensando assim tb, pra me sentir superior, melhor que os outros talvez, pensando somente no lado financeiro, meu grande erro :S
Entre psicologia que eu amo e Direito, escolhi o direito, pois é T.T

Essa de ponderar as escolhas pelo lado financeiro é um tiro que sai pela culatra. Porque o fator dinheiro é algo extremamente instável e pouco sustentador. Dinheiro é bom, lógico. Mas não é só isso que move nossa motivação.

Bom. Pelo menos para uma boa parte de nós.

Estou praticamente na mesma situação que você descreveu. A diferença é que não fiz o curso de Direito, na realidade, não cursei nenhum! Resolvi parar, já que não sabia o que exato queria, pois Direito sempre me fascinou, mas nunca acreditei realmente que esse mundo era pra mim. O jornalismo… caiu na minha vida de paraquedas! Como é incrível escrever o que pensa, ou o que deseja, passar uma mensagem, ou simplesmente entrar em um mundo surreal… Mas, e a grana? (…) Bom, nem sei exatamente aonde isso vai chegar, porem suas palavras me deram uma nova visão. Obrigada! Espero que agora aos 20 anos eu realmente tome essa importante decisão rs

Fico feliz com essa notícia! Rsrsrs

Boa sorte em sua empreitada.

Bom, estava dando uma olhadinha na net tentando ver qual o melhor curso para mim neste momento. Eu comecei um curso de administração desde 2004, já passei por duas faculdade tentando terminar esse curso e não consigo. Parei no 6º período. N realidade, o curso de administração é um ótimo curso, e eu sempre fui boa aluna, mas sinceramente, não aguento mais tentar terminar esse curso, estou com abuso… Então encontrei esse rico texto criado por você, e resolvi levar em consideração o amor em minha escolha. Eu trabalho em área jurídica e tenho aprendido muito, mas não é o que quero para compartilhar no meu dia-a-dia… Eu também amo escrever, gosto de ler, mas só o que realmente me interessa, meu forte mesmo é escrever, adoro poesia e coisas inerentes ao ser humano, como: conquistas, sofrimentos, alegrias, conflitos, dúvidas… Por isso, eu agradeço pela oportunidade de ler o seu texto, ele me fez refletir mais profundamente sobre minha decisão em mudar de curso.

Abraços e obrigada.

Fico extremamente feliz ao ler comentários tão bons quanto este que você fez.

Cristaliza idealmente aquilo que desejei quando escrevi esse post: fazer alguma diferença para alguém.

Obrigado e boa sorte!

Olá Eder,
Parabéns! O seu texto é magnífico, você realmente tem um dom com as palavras. No decorrer da leitura, percebi que estou vivenciando quase essa mesma situação e, portanto, gostaria também de compartilhar a minha história. Sempre fui apaixonada em ler e escrever foi algo muito presente na minha infância. Lembro-me, perfeitamente que conseguia pegar, escondida, uma máquina de escrever antiga que minha mãe guardava e, com ela, saía inventando muitas histórias. Na época, costumava falar aos meus pais que queria ser escritora. Bem, chegou o ensino médio e decidi fazer Técnico em Publicidade. Gostei muito do curso e principalmente, adivinha, da área de redação. Mas, no final do 3º ano me decepcionei completamente com a Comunicação Social. Não consegui arrumar nenhum estágio e descobri que esse ramo é algo muito concorrido e de difícil acesso. Confesso que isso me assustou e muito. Tanto que, por mais que já tivesse em mente fazer faculdade de Jornalismo, desisti. Meus pais também me influenciaram nessa minha decisão. Ainda não comecei nenhuma faculdade. E pelos mesmos motivos errados que você escolheu esse curso, também comecei a pensar em fazer Direito, porque gosto de ler e escrever e principalmente pela segurança de um emprego com salário elevado. Ainda não sei ao certo que decisão tomar em relação ao meu futuro, mas uma coisa insiste em “martelar” em minha mente. Tenho a sensação de que se não escolher o Jornalismo, alguma coisa sempre faltará em mim.

@Clarice – Obrigado, Clarice, pelos elogios!

E, realmente, faltará algo: a sua plena realização pessoal. Pense nisso!

Abraço!

Ola, Eder.
Primeiramente, meus parabéns; você escreve bem. Espero que siga teus instintos e se dê bem…Identifiquei-me demais contigo. Explico.
Terminei a faculdade de Direito e hoje tenho um emprego como servidor público em um desses tribunais do país…não me sinto satisfeito…sinto a área árida além de outras coisas que é melhor a gente deixar para lá…Tenho 44 anos, com responsabilidades, mas o fato é que o Jornalismo não me sai da cabeça…Acho que vou aderir à “loucura” e prestar um novo vestibular…Quero ser feliz, apesar das responsabilidades que me cercam. Para vc feliz natal e ano novo e torço para que seja faliz…Valeu, obrigado por me “ouvir”.

Muito interessante seu post, Eder.
Percebo que você tem muito gosto pela leitura, o que você diz é o que realmente está escrito pelas frases, com muita reflexão, mas ainda não é um caminho perdido, você está na metade.
Existem vários cargos no jornalismo, entre eles: re- dação, colunas, editoriais. Pesquise sobre o assunto.
E se cursar Jornalismo, eliminará muitas matérias que também estão em Direito. Feliz 2012.

Eu pesquisando loucamente sem parar sobre cursos superiores e artigos enfim, que pudessem me ajudar na escolha eu descobri isso que você escreveu. Eu simplesmente amei! E assim como você naquela época estou muito em dúvida em que curso superior escolher, eu já havia pensado em jornalismo pq que gosto de escrever também. Me identifiquei muito com a sua história e idéias. E quando terminei de ler eu pensei ” Tenho que falar isso pra ele ” Não sei ao certo porquê mas eu pensei isso HAAHAH E obrigada por proporcionar uma leitura digamos assim ” incentivadora ” do que confusa como tantas as outras que eu li até agora e não decide nada. AAHHAH vlw o/ mas ainda to em dúvida =/

Eu estou me sentindo extremamente fracassada. Quando estava no colégio, desde pequena eu dizia que iria fazer medicina, sempre foi meu sonho, sempre me fascinou! Quando cheguei ao 3° colegial, não tinha condições para tal e optei por Nutrição. Cursei dois anos, mas percebi que as matérias que eu mais gostava eram aquelas que lidavam com o corpo humano de uma maneira mais médica, e as matérias voltadas a alimentos, maneiras de se alimentar, dietas, não me interessavam. Me transferi para o curso de Biomedicina, o qual me identifiquei de imediato e amei todas as matérias dadas. No fim do ano passado concluí o curso, mas percebi que não há mercado de trabalho, não consegui vagas de estágio enquanto estudava e agora formada continuo sem achar vagas. Sinto que desperdicei 4 anos da minha vida e um suado dinheiro. Agora me sinto perdida! Sem saber que rumo tomar, qual outro curso fazer… nem sei mais direito o que eu gosto e nem como me achar.

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