Artigos em Destaque

Quanto vale um comercial no horário nobre na TV Globo?Quanto vale um comercial no horário nobre na TV Globo? Muitas pessoas devem se perguntar: Qual o preço de 30 segundos no horário nobre (das 20 às 22 h) da TV Globo? Em uma notícia da UOL foi divulgado que em 2008 o preço de uma inserção estava na casa...

Leia mais...

Último período do curso, e agora o que vou fazer?Último período do curso, e agora o que vou fazer? O último ano de formação de um acadêmico é ao mesmo tempo um alivio e também um grande medo, porque apartir daí você está por conta própria, sem professores, colegas, orientadores e sua preocupação...

Leia mais...

Minha vitóriaMinha vitória Eu acabo de me formar, ainda falta a colação, mas meu primeiro intuito é estudar para concurso, porque minha idade (36) pode ser um empecilho, pois nesta altura eu já deveria ter experiência etc.,...

Leia mais...

O hábito de ler os rótulos nutricionais dos alimentos faz a diferença na sua dietaO hábito de ler os rótulos nutricionais dos alimentos... Todo alimento produzido, comercializado e embalado na ausência do cliente e pronto para ser oferecido ao consumidor deve conter obrigatoriamente rotulagem nutricional. De acordo com o Código de Defesa...

Leia mais...

A importância do intercâmbio na carreira profissionalA importância do intercâmbio na carreira profissional Fluência no idioma inglês e certificados estrangeiros são diferenciais bastante relevantes para aumentar suas chances profissionais e, por conseqüência, financeiras: “Uma pesquisa do Grupo Catho,...

Leia mais...

  • Anterior
  • Proximo

Palmada resolve?

Publicado em: 16-08-2010 | Por: Allan dos Santos | Em: Atualidades, Comportamento, Cotidiano, Educação, Gerações

Tags:,

0

O GOVERNO FEDERAL ENVIOU ao Congresso Nacional, em 14 de julho, um projeto que pretende combater um hábito profundamente arraigado na cultura nacional: o uso de castigos corporais na educação de crianças.

Tapas, beliscões e iniciativas do gênero foram colocados no centro de um polêmico debate sobre a validade dessas atitudes como recurso pedagógico que tomou conta do país.

Caso a proposta seja aprovada, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) será modificado, ganhando artigos específicos e diretos no sentido de proibir o que define como “ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em qualquer grau de dor e/ou lesão”. Hoje, o ECA já proíbe maus-tratos a menores de 18 anos, mas não explica o que configuraria essa situação. É citada também a vedação de “conduta que, entre outras, diminua, humilhe, ameace gravemente ou ridicularize”, que é descrita como tratamento cruel ou degradante.

Muita gente não gostou da ideia. Segundo o instituto Datafolha, 53% dos entrevistados numa pesquisa sobre o tema se posicionaram contrários ao projeto, chamado desde “exagero” a “absurdo” e tratado como incentivo à falta de limites e à impunidade. A mudança desagrada porque é vista como intervenção do Estado na vida privada das famílias, uma definição invasiva do modo como as crianças devem ser educadas e como um enfraquecimento da autoridade dos pais diante dos filhos.

Entretanto, a realidade é que ao admitir a violência física na família, que é considerada uma das mais importantes instituições sociais, senão a principal delas, está se transmitindo às crianças e à sociedade, sob um ponto de vista mais amplo, que há situações em que o uso da violência é justificável, o que não é verdade.

Chegar ao extremo das palmadas com o intuito de disciplinar os filhos indica que algo vai mal há algum tempo e que a agressão é a medida tomada quando se esgotam os argumentos racionais para se impor uma autoridade natural. Mesmo que a proposta não seja aprovada, o Estado fez bem ao trazer um assunto dessa importância para ser discutido. Leis semelhantes vigoram com sucesso há décadas em alguns países altamente desenvolvidos, como a Suécia, e podem ajudar o Brasil a melhorar aprendendo que a educação não precisa de pancadas para ser eficiente.

Apesar das evidentes dificuldades para se implantar essa metodologia, sabe-se que a linha entre “castigos corretivos” e agressões gratuitas é tênue e as últimas podem traumatizar crianças e prejudicá-las para o resto de suas vidas. Educar não é fácil, mas resolver pacificamente os conflitos é a melhor saída. Se pessoas que apanharam hoje são honestas e de bem é porque tiveram amor, bons exemplos e orientação de seus pais, não tapas. Essa é a mentalidade que os pais devem ter para educar seus filhos.

Por Allan dos Santos

Related Posts with Thumbnails


Deixe um Comentário!

Bad Behavior has blocked 123 access attempts in the last 7 days.