Artigos em Destaque

Quanto vale um comercial no horário nobre na TV Globo?Quanto vale um comercial no horário nobre na TV Globo? Muitas pessoas devem se perguntar: Qual o preço de 30 segundos no horário nobre (das 20 às 22 h) da TV Globo? Em uma notícia da UOL foi divulgado que em 2008 o preço de uma inserção estava na casa...

Leia mais...

Último período do curso, e agora o que vou fazer?Último período do curso, e agora o que vou fazer? O último ano de formação de um acadêmico é ao mesmo tempo um alivio e também um grande medo, porque apartir daí você está por conta própria, sem professores, colegas, orientadores e sua preocupação...

Leia mais...

Minha vitóriaMinha vitória Eu acabo de me formar, ainda falta a colação, mas meu primeiro intuito é estudar para concurso, porque minha idade (36) pode ser um empecilho, pois nesta altura eu já deveria ter experiência etc.,...

Leia mais...

O hábito de ler os rótulos nutricionais dos alimentos faz a diferença na sua dietaO hábito de ler os rótulos nutricionais dos alimentos... Todo alimento produzido, comercializado e embalado na ausência do cliente e pronto para ser oferecido ao consumidor deve conter obrigatoriamente rotulagem nutricional. De acordo com o Código de Defesa...

Leia mais...

A importância do intercâmbio na carreira profissionalA importância do intercâmbio na carreira profissional Fluência no idioma inglês e certificados estrangeiros são diferenciais bastante relevantes para aumentar suas chances profissionais e, por conseqüência, financeiras: “Uma pesquisa do Grupo Catho,...

Leia mais...

  • Anterior
  • Proximo

Como transformar momentos de crise em trampolim

Publicado em: 13-07-2010 | Por: Lidirce Teixeira | Em: Atualidades, Comunicação

Tags:, , , ,

2

O pensamento complexo desenvolvido por Edgar Morin se utiliza do dialogismo para “explicar” o mundo.

Trata-se da oposição de idéias, por exemplo, como sabemos que alcançamos a felicidade?

Ou como sabemos que estamos tristes?

Felicidade e tristeza são dois termos dialógicos, que necessitam um do outro para terem sentido em nossas mentes.

Atualmente temos o hábito de separar uma organização em diversos “pedaços” para estudá-la, o setor de comunicação fica separado do setor financeiro, porém, é necessário compreender a complexidade; as contradições das organizações; as inter-relações entre os sistemas que a compõem, para realmente estudá-las.

Morin nos mostra como os termos paradoxos estão inter-relacionados. Indivíduo-sociedade, ordem-desordem. Um momento de prosperidade está aliado ao momento de crise. De que forma nós, comunicadores, devemos lidar com as crises que são, em alguns casos, inevitáveis? O principal ponto é ter consciência de que a crise deve funcionar como um trampolim, é a partir dela que a empresa será capaz de seguir adiante. A crise é um momento de instabilidade, e devemos aprender com ela para estarmos preparados para as próximas. É também um momento de mudança, muitas vezes de cultura e de postura. A mudança, quando é para melhor, é sempre bem-vinda, correto? Como profissionais de comunicação cabe a nós decidir se o momento da crise será superado de forma positiva – encarando a crise como um momento de mudança – ou de forma negativa.

Não estou dizendo que a crise não deva ser evitada, ao contrário, como profissionais estratégicos das organizações, devemos usar todo nosso conhecimento para evitá-la, mas devemos estar preparados para os imprevistos, e principalmente conscientes de que os problemas estão sempre acompanhados de soluções.

Kunsch, em seu artigo de 2006 entitulado “Planejamento e gestão estratégica de relações públicas nas organizações contemporâneas” cita os estudos dos Grunig sobre a “comunicação excelente”, afirmando que esta comunicação impacta nos processos estratégicos das organizações. Concordo plenamente com eles, porém, é preciso ter cuidado com o que esta comunicação “excelente” significa. A meu ver, a comunicação será excelente quando cumprir seus objetivos, que não devem ser “harmonizar” as relações, ou maquiar os reais problemas pelos quais a organização está passando. Uma comunicação excelente deve ser pautada na ética, e deve ser capaz de lidar com as adversidades, tratando-as como degraus de uma escada: a cada degrau ultrapassado, mais perto do topo se chega. Os problemas são as molas que impulsionam a empresa ou a própria comunicação a seguir adiante, as atitudes tomadas para solucionar os problemas constituem importantes lições apreendidas.

Mas como transformar problemas em aprendizado? O primeiro passo é estar ciente de que o esforço terá resultados positivos em relação ao que se ganha com a crise. O segundo é querer aprender com ela, utilizar a experiência a favor da organização, fazer com que, no momento da “volta por cima”, ela esteja em um nível acima do que estava antes da crise.

Somos profissionais capazes, somos versáteis, temos habilidade para fazer o que for necessário – sem esquecer da ética – para a organização voltar a ficar bem, o ponto crucial é fazê-la voltar ainda melhor. Tendo a consciência do dialogismo; de que tudo o que fazemos hoje terá um impacto no futuro e de que tudo está inter-relacionado, seremos capazes de transformar crises em trampolins para a prosperidade.

Por Lidirce Teixeira

Related Posts with Thumbnails


Comentários (2)

Muito bom o texto, trabalhamos todos os dias para que a crise não apareça, mas não depene somente do nosso trabalho, na grande parte o que leva a empresa a uma crise são os fatores externos, e por este motivo, temos que estar preparados para quando ela acontecer.

@Wagner Besen -

Pois é Vagner, quando a crise se torna inevitável, é importante saber lidar com ela de forma positiva, transformando-a em uma oportunidade!

Abraços

Deixe um Comentário!

Bad Behavior has blocked 123 access attempts in the last 7 days.