Que sonhos queremos ter?
Publicado em: 24-06-2010 | Por: Mariana Sarmento Vale | Em: Responsabilidade social
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Todos os dias somos engolidos por uma avalanche de informação que rola de cima para baixo, trazendo consigo os ideais das camadas mais abastadas, em uma crescente bola verborrágica.
Como um “pacato cidadão”, sem a devida formação, que se preocupa com o seu pão, que representa grande parte da população, deglutirá tanta informação?
Para vermos alguma mudança podemos começar a repensar o papel social que deve ser cumprido pelas mídias. Porque transmitir informação não é só despejar fatos e acontecimentos, de forma muitas vezes sensacionalista. É desempenhar com responsabilidade a transmissão da notícia, é trazer com seriedade as opiniões, é ter consciência de que também estarão contribuindo com a educação e formação de milhões de brasileiros.
Foi divulgado em grande escala nas mídias a discussão a respeito da abrangência da Lei “ficha limpa”, que teve como principal medida impedir que parlamentares condenados com trânsito em julgado requeressem seu pedido de candidatura. O ponto central da discussão foi a seguinte: a lei passaria a limitar os pedidos de candidatura feitos por parlamentares incriminados por fatos praticados somente após a vigência da referida lei, e assim permitindo que, que a Lei vigência ex nunc (não retroagindo), tendo como principal implicação o fato de permitir a atuação dos parlamentares condenados antes da Lei? Ou a lei, ao contrário da regra geral, retroagiria, ou seja, passaria a impedir a candidatura de parlamentares condenados irrecorrivelmente anteriormente à vigência da referida Lei?
Muito preocupa a divulgação desta notícia. Um dos noticiários mais assistidos de TV, pouco trouxe as implicações da lei “ficha limpa” ainda em votação, na época, no Senado Federal e, para completar, ao explicar a notícia brevemente divulgou: a lei “ficha limpa” impedirá a candidatura de parlamentares condenados por um colegiado. Como se essa informação bastasse. Notícias divulgadas dessa forma não bastam e não informam. Temos que pensar a divulgação de informações que se somem, que componham a formação do leitor ou telespectador.
Sei que muitas mudanças terão de ser feitas, e muitas são as idéias e sonhos. Mas a verdadeira mudança só será possível se, primeiramente, soubermos que sonhos queremos ter. Inserir o pacato cidadão no seio cultural, retirá-lo da obcuridão de uma vida restrita ao seu pequeno mundinho, ampliar sua visão é um sonho. E SOBRE OS SONHOS DEVEMOS SABER NÃO SÓ QUE SONHOS SONHAMOS, MAS QUE SONHOS QUEREMOS TER.
Por Mariana Sarmento Vale

















