Redes Sociais nas Empresas; uma questão de sobrevivência.
Publicado em: 22-04-2010 | Por: Zenilson Neves Filho | Em: Administração, Comunicação, Influência das redes sociais, Liderança, Marketing
Tags:empresas, Mercado, Redes Sociais
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É impressionante o poder das redes sociais, há alguns anos atrás as empresas eram as principais formadoras de informações sobre si mesmo e seus produtos, hoje existe um exército de pessoas na rede, tanto para ser uma espécie de embaixador da empresa e das marcas, como para falar mal delas. Diante de uma nova era de comunicação e interação, como as empresas devem agir?
Possuir uma quantidade significativa de share no mercado, altas cifras em verbas publicitárias e dizer que é uma empresa ”inovadora” não basta! O cliente não é mais passivo na comunicação oferecida pelas empresas, hoje ele assume a posição de ativo, participando, interagindo, produzindo conteúdo e disponibilizando na rede. O cliente deseja uma relação mais próxima e estreita, antes ele só tinha o poder de compra, hoje, além disso, o cliente possui o poder de influenciar milhões de pessoas, com uma força maior do que a propaganda boca a boca. É preciso ir além dos discursos e de tanto blá, blá, blá de empresas que dizem ter foco no cliente e antenada com a tecnologia. As redes sociais estão aÃ, a todo vapor, e o que a sua empresa está fazendo para acompanhar e conquistar os clientes? Muitas empresas não estão fazendo nada, ou muito pouco, não conseguem perceber a potencialidade de suas marcas. O interessante é que até polÃticos e organizações governamentais tidas como uma administração arcaica já perceberam o poder das redes sociais, um exemplo é o STF que possui uma conta oficial no Twitter e no Youtube e os candidatos à presidência da república. Mas ainda sim, muitas empresas só irão acordar quando perceberem que o concorrente saiu na frente e conquistou um público estimado em mais de 21,4 milhões de pessoas.
É isso mesmo caros leitores! Em junho de 2009, conforme dados do Ibope Nielsen Online, 21,4 milhões de pessoas ou 85% dos internautas residenciais ativos usaram algum tipo de rede social no Brasil, 16,2% a mais em relação aos 18,4 milhões de junho de 2008. Isso significa que, no perÃodo de um ano, o Brasil ganhou aproximadamente 3 milhões de novos usuários que navegam em sites da subcategoria Comunidades, o que demonstra que as pessoas estão mais dispostas a entrar nas redes e colocar suas informações pessoais, fotos, gostos, preferências e interagir com os demais usuários. O perfil de quem consome o conteúdo de comunidades na internet (casa e trabalho) é mais jovem e adulto, sendo que as mulheres representam 47,8% do total.
Outra pesquisa realizada pela Chadwick Martin Bailey e iModerate afirma que mais de 60% dos usuários do Twitter que seguiram uma marca no microblog, ficam mais interessados em comprar os seus produtos. O mesmo acontece com o Facebook, em que mais de 50% dos usuários confirmam que também aumentam suas intenções de compra após se tornarem fãs da página de algum produto ou empresa.
Já há tendência de que boa parte das buscas deixe de ser feitas através de sites como Google, e passem a ser feitas nas redes de contatos das redes sociais, o que ofereceria uma confiabilidade muito maior, além de que, está mais do que provado o quanto nos influencia as opiniões de outras pessoas antes de comprarmos algo.
Faca um teste comigo, pesquise no Twitter e no Orkut sobre as principais marcas, marcas populares, e você perceberá que existem desde pessoas que adora aquele produto e que recomenda, há pessoas que querem indicação e opinião, pessoas que odeiam, que estão insatisfeitas com aquela marca, serviço ou empresa, e por incrÃvel que pareça existem pessoas que utilizam daquele bordão famoso de um comercial para relatar assuntos do dia a dia. Mas sabe como tudo isso se chama? Oportunidade! Só que nem todas as empresas enxergam.
Por Zenilson Neves Filho


















É isso mesmo, Zenilson! Tem muito gerente que ainda pensa que o uso de redes sociais é “perda de tempo”, mas estão enganados.
Aqueles mais antenados já perceberam que esta é uma ótima oportunidade de se aproximar dos públicos (interno ou externo), praticar a comunicação horinzontal.
Monitorar uma marca através das redes sociais é uma forma eficiente de diagnosticar qual a imagem que as pessoas tem dela. É melhor do que qualquer pesquisar de opinião; o que está nas redes sociais é uma emanação da opinião pública: espontânea, sincera, despretenciosa. Aqueles que souberem capturar e interpretar essa informação vão se dar muito bem!
Oi Sarah!
Muito obrigado pela sua participação, é muito importante e bem vinda!
Muito legal conhecer uma pessoa que compartilha da mesma ideia em relação às redes sociais. Que para ter, basta possuir visão estratégica. Vejo que também compartilhamos desse diferencial.
Abraço.
Muito Bom o texto, estou tentando implantar essa nova estratégia na empresa na qual estou estagiando, como o setor ainda é novo estou começando esse projeto que para conseguir um alto Ãndice de aceitação vai ser um pouco a longo prazo mas estou confiante e busco nesses tipos de texto me especializar mais sobre o assunto e melhoras as minhas perpectivas sobre o mesmo, acho que é indispensável saber navegar nas redes sociais nos dias de hoje!
Oi Thayron, fico contente em receber seu feedback. Esse artigo já tem cerca de dois anos que escrevi, algumas coisas mudaram, hoje as empresas estão mais presentes na redes sociais. Certamente a empresa que ficar de fora, terá perdas significativas no longo prazo. É preciso não somente se fazer presente nas redes sociais, mas interagir, criar oportunidades dentro dela. Te convido a conhecer meu blog oficial, Encontro Strategos: http://encontrostrategos.wordpress.com/ Já faz um tempo que não escrevo nele, mas pretendo retornar em breve! Abraço e muito sucesso nesse trabalho que você está empenhado, certamente você trará um diferencial para a empresa.