O papel da mulher nas organizações em Salvador no século XXI
Publicado em: 19-04-2010 | Por: Daiana Nascimento Santos | Em: Atualidades, Comportamento
Tags:Mercado de trabalho, mulheres, Salvador
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A conquista da mulher por um espaço no mercado de trabalho começou no século XIX (no período de 1975 a 2002, onde se observa a maior presença e ascensão feminina).
Até então, a sociedade determinava que era o homem quem trabalhava e as mulheres cuidavam do lar. Sabe-se que, nas sociedades em geral o homem sempre exerceu o poder nas comunidades, tanto no seio familiar, quanto no ambiente de trabalho, no entanto, nota-se que a mulher, já há algum tempo, consegue se inserir no mercado de trabalho, exercendo, inclusive, cargos de liderança nas organizações. Muitas delas hoje são empresárias de renome, pois alcançaram o topo do sucesso. Porém, para a mulher estar nessa situação muitos obstáculos tiveram de ser superados, tais como: preconceito, machismo, dentre outros.
O gênero feminino diante dos obstáculos existentes para a sua ascensão profissional buscou primeiramente superar um dos maiores entraves para o seu crescimento: a questão da escolaridade e capacitação profissional. De acordo com o professor Gonçalo Guimarães da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o crescimento das mulheres executivas reflete um fenômeno nacional que é o aumento da escolaridade das mesmas. Com isso, elas estão ocupando mais cargos de poder. Outro fator importante para a ascensão feminina é a capacidade de transformar a forma de gerenciamento e liderança nas organizações. Em conseqüência, algumas qualidades femininas são bem vistas e preferíveis para os cargos de liderança, tais como: talento para comunicar-se; capacidade para ler o que não é verbal; sensibilidade emocional; empatia; paciência; fazer e pensar diferentes coisas ao mesmo tempo; facilidade de relacionamento; habilidade para negociar e enxergar lá na frente. Além de tudo isso, as mulheres são cooperadoras, determinadas, intuitivas, motivadas e sempre buscam o consenso. Todos estes atributos fazem à diferença no momento de liderar pessoas e consequentemente trazem maior vantagem competitiva para as organizações. A liderança feminina é hoje um diferencial competitivo paras as empresas. Conforme as palavras de Rose Muraro:
“As empresas que as mulheres administram têm uma produtividade maior do que as dirigidas por homens, porque elas não mandam pela força, de cima para baixo, colocando subordinados uns contra os outros, mas o fazem ouvindo os empregados, conseguindo consenso em vez de o impor e, assim, esses subordinados acabam ‘vestindo a camisa’ da empresa, ao invés de sabotá-la quando podem. Em lugar de formar grupos que lutam entre si, trabalham construindo redes em que o poder vai se descentralizando e sendo considerado mais um serviço que um privilégio”,
A guerra dos sexos, tão proclamada nas décadas passadas, quase chega ao fim. Os canais de mídia divulgam que as mulheres já ocupam posições de destaque dentro da sociedade, porém a relação entre homem e mulher pouco cresceu diante desta evolução, já que os problemas como machismo, submissão feminina, desigualdade profissional, entre outros, continuam presentes na sociedade atual. Diante deste cenário, a mulher buscar criar oportunidades para o seu crescimento profissional e pessoal através de inovações no que tange à forma de gerir, liderar, administrar e trabalhar em constante cooperação.
Outro fator importante a ser ressaltado é a jornada dupla da mulher. Além de buscar constante superação diante dos entraves já descritos para o seu crescimento profissional, a mulher após sua jornada profissional de trabalho tem outra jornada em casa, principalmente as mulheres casadas e com filhos. Após o dia de trabalho, há o trabalho doméstico a ser executado cuidando dos filhos e do marido, com amor. A mulher executiva é mais estressada do que o homem: 53% delas (contra 43% dos homens) admitem que sofrem muito estresse com freqüência ou intenso estresse continuamente. Não há dúvida de que a maternidade, e a conseqüente jornada dupla da mulher executiva, é um fator de aumento desse estresse.
Concluímos observando e ressaltando que ainda existem muitas barreiras para serem transpostas pelas mulheres para que possam atingir a equidade no mercado de trabalho e na sociedade. Pesquisas realizadas pela Fundação Carlos Chagas entre 1998 e 2002, revelam que as mulheres nos diversos seguimentos de mercado, na sua maioria, ganham menos de dois salários mínimos e mesmo quando ocupam a função de empregado estável ou por conta própria, ainda não atingem a faixa salarial dos homens. O percentual de ganho da mulher em relação ao homem em momento algum se equipara, e quanto maior o grau de estudo da mulher, menos ganha. Com até três anos de estudo a mesma ganha 85% do salário dos homens, e com 15 anos ou mais de estudo recebe 61% do salário dos homens. Assim, a mulher brasileira – baiana – soteropolitana, precisa de muita garra para conseguir igualdade entre os gêneros dentro do mercado de trabalho, precisa de perseverança, para transpor todos os obstáculos acima citados. Através da sabedoria tão peculiar do gênero feminino, a mulher precisa fazer acontecer oportunidades de superação, crescimento e sucesso.
Por Daiana Nascimento Santos


















Negona…. esse texto pra ser mais sua cara só faltava ter sido feito com o acróstico do seu nome…. rsrsrrs
Muito bom. Parabéns pela visão.
Bjs!!!