Artigos em Destaque

Dinâmica de Grupo, como devo me comportar?!Dinâmica de Grupo, como devo me comportar?! Abro o e-mail, e leio a mensagem, agendamento para processo seletivo. Bacana! Essa é a minha chance de entrar no mercado de trabalho, recém-graduado ou quase concluindo a graduação, muitos jovens com...

Leia mais...

O uso das novas mídias como ferramenta de promoçãoO uso das novas mídias como ferramenta de promoção O Brasil sofre uma síndrome de redes sociais. Qual o usuário de internet que não está inserido em alguma delas? Pode ser o twitter (o qual já ficou congestionado diversas vezes), o orkut (topo de...

Leia mais...

Trainee x ExperiênciaTrainee x Experiência O maior burburinho do momento, trata-se das vagas para Trainee. Nessa época do ano as grandes empresas iniciam seus processo para a contratação dos escolhidos (the chosen one, rs). Algumas vagas são...

Leia mais...

Emprego: falta ou sobra?Emprego: falta ou sobra? Através da inteligência e dos polegares das mãos, o homem se diferencia dos outros animais. Com estes recursos, foi possível criar o trabalho, no qual, para o ser humano suprir-se é necessário raciocinar...

Leia mais...

Escrever. Leia isto, antes de decidir que curso fazer na faculdade.Escrever. Leia isto, antes de decidir que curso fazer... Escolhi errado. Na época do meu ensino médio, tinha poucas noções sobre aquilo que iria fazer na faculdade. Sempre gostei de ler e de escrever. Minha professora de gramática, ao saber que pensava...

Leia mais...

  • Anterior
  • Proximo

A Modernidade prometida de 1815: você se considera moderno?

Publicado em: 04-03-2010 | Por: Viviane Nobre | Em: Atualidades, Comportamento, Comunicação, Cotidiano, Educação, História, Política

Tags:,

0

O que vou escrever será uma reprodução da aula que tive hoje com meu ilustríssimo professor de Direito (Internacional e Comercial) João Amorim. Portanto, apesar da minha reflexão sobre essa aula, dêem mais os créditos a ele do que a mim.

E aprendam um pouco mais com isso, por favor.

Sabem de onde surgiu o conceito de Modernidade? Sim, o título já diz: 1815. Mas a razão de ser esse ano está para um acontecimento que marca o final do que chamávamos (ou chamamos?) de Era das Trevas, conhecido como Congresso de Viena. Esse evento é conhecido pela maioria por “reunião decisória sobre o destino de Napoleão Bonaparte”, até então recém-capturado pelo Império Austro-Húngaro, mas também marca o princípio de outras noções pouquíssimo estudadas, mas muito difundidas pela sociedade – sem que ela perceba, obviamente.

A primeira, a qual considero de peso grave, foi a recuperação das coroas do século XVIII. Ou seja, todos os reis derrotados por Bonaparte retornariam aos seus postos e o antigo regime voltaria com eles. Isso quer dizer retrair alguns costumes adquiridos pela sociedade para favorecer o rei, enquanto idéias positivistas e iluministas explodiam e ficavam em polvorosa em volta das pessoas.

É aqui, também, que os Estados (países) europeus, envolvidos nesse congresso, passam a ser conhecidos como “Potências” e o ministro Richelieur, o qual representava a França, define algo chamado Razão de Estado, que implica em “ter sempre os interesses do Estado acima de qualquer conduta, situação, resolução etc”, o que reforçou ainda mais o princípio de soberania, reconhecido em 1648 com a Paz de Vestfália.

Outra noção foi que houve novas regras com relação ao Comércio Internacional, sobre a livre navegabilidade dos mares e rios importantes para o comércio “mundial”. Mundial entre aspas porque os interesses eram europeus. Ponto. O problema foi que, com a razão de Estado, regras estabelecidas, mesmo que assinadas e presentes em um Tratado, poderiam ser facilmente renegadas e ignoradas, o que fazia com que os Estados perdessem mais a confiança uns nos outros. Afinal, o que garantia que um país iria cumprir o que assinou, além do bom senso? Nada.

Por último, aconteceu nesse mesmo Congresso a divisão da África, o único continente que restava para exploração após a independência das colônias americanas e expansão do comércio asiático, dividida na base da régua para os países mais importantes da Europa. O que significa que não existia mais terras para se comercializar que não fosse ou a própria colônia ou a metrópole alheia, algo que também é complicado de se pensar, já que as colônias estavam nas mãos de poucos, então, quem não fosse colônia nem possuísse uma, estava fadado a seguir as regras das grandes potências – ou ser dominado pelas mesmas. Isso fez com que no mundo se criasse uma insegurança e esta fosse um dos futuros fatores os quais desencadearam a primeira guerra.

Partindo de todas as regras estabelecidas do Congresso de Viena, toda a Europa entrou em uma grande euforia. O mundo achava que, da forma como a Europa se propunha a manter a paz e a tecnologia avançava, unida às idéias positivistas e iluministas, o século XX seria o século da glória, onde tudo seria melhor, mais moderno, mais perfeito.

As idéias iluministas de que a ciência e o conhecimento seriam a chave para a evolução do homem, unidas às do positivismo, as quais diziam que o ser humano deveria se afastar completamente de idéias metafísicas, abstratas e mitológicas, no entanto, fizeram com que o ser humano fosse aos poucos perdendo seus valores e gostos próprios para se adequar a uma realidade científica e factual. A árvore que trazia prazer por ter uma sombra e amenizar o calor do sol em uma bela tarde de verão passava a ser uma espécie x, do gênero y, classe z e assim por diante, e em qualquer época do ano servia para a mesma coisa: com a tecnologia, a madeira poderia ser transformada em algo útil para o conforto ou a (fútil) necessidade do homem.

Todos sabemos que o século XX não foi nem um pouco promissor. Com a unificação alemã em 1848, o resto da Europa aumentou ainda mais as suas defesas, com medo de que a nova potência pudesse não só desbancar uma, mas as duas maiores potências mundiais até então: Inglaterra e França. Depois de uma série de acontecimentos, a primeira Guerra Mundial explodiu, levando metade dos sonhos da humanidade para o chão, enquanto a outra metade tratou de cair com a crise financeira de 29 e a Segunda Guerra Mundial.

O fato é que, mesmo não ocorrendo quase nada da forma a qual se previa, o que se foi criado em 1815 permanece até hoje. Mudaram-se costumes, culturas foram distorcidas, mas ainda sim a ambição exagerada, o desejo de ser grande, rico, poderoso, belo, permanece. E mesmo que você não se considere ambicioso, nem ostente o que possui, sempre haverá algo que fará com que você faça parte dessa linhagem, já que é algo impregnado na sociedade maior do que o próprio preconceito, de qualquer tipo (algo que, por sinal, foi reforçado por conceitos positivistas da época).

Há aquelas pessoas que se desprenderam um pouco desse mundo consumista e (chamado de) “civilizado”, que não ligam para a roupa que usam, ou onde comem, e o que compram é por necessidade básica ou para um prazer saudável (exemplo, querer ter um mp3 simples para colocar as músicas que mais gosta e sair por aí com elas na orelha), mas que ainda sim desejam se apaixonar por alguém belo, desejam se tornar ricos, qualquer que seja a causa, enfim, seus valores se baseiam nesses mesmos conceitos passados. Por mais que se tente separar o lixo reciclável e se desligue todas as luzes de casa durante o dia, ainda sim não é o suficiente para se acreditar que é possível mudar o meio ambiente. Qual o discurso dos países em desenvolvimento lá fora? “Vocês já se desenvolveram, agora é a nossa vez, por isso precisamos poluir, em nome do progresso!”. Ordem e Progresso, não é mesmo? Pensem sobre o significado disso, sobre o significado do que são essas idéias na nossa sociedade, do porquê poucas são as pessoas que insistem em querer que as leis sejam obedecidas e o meio ambiente realmente preservado. Fazer a sua parte é sim juntar o lixo reciclável, é sim utilizar menos água, é sim assinar abaixo-assinados do greenpeace, WWF e o que quer que seja, mas é também pensar em como mudar esse pensamento positivista que todos nós temos um pouco, onde até mesmo na hora do preconceito, nós utilizamos as classificações científicas de negro, pardo, branco, amarelo. Enquanto o homem achou que evoluiu, descobrindo cura de doenças e pestes, descobrindo novos meios de tecnologia e comunicação, ele também criou a bomba atômica e foi ouvido quando resolveu praticar o maior genocídio da história. Pensem nisso.

Por Viviane Nobre

Related Posts with Thumbnails


Deixe um Comentário!

Why ask?

Bad Behavior has blocked 251 access attempts in the last 7 days.