Sentido às avessas!
Publicado em: 23-02-2010 | Por: Elad | Em: Comportamento, Comunicação
Tags:Comportamento, Relacionamentos
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Às vezes precisamos parar para refletir sobre nossos atos. As vezes precisamos enfrentar as consequências. Podemos trocar o termo ‘As vezes’ pelo termo ‘Ou’. Então. Precisamos refletir sobre nossos atos. OU não. Precisamos enfrentar as consequências. OU não.
Não é uma questão de fuga.
Vou contar um história para me explicar melhor depois.
Um menininho, seu pai, o burrinho e as sacolas pesadas no burrinho.
O pai subiu no burrinho, que por consequencia, mal conseguia andar. Chegou uma Sra. e falou para o pai no burrinho:
- Que absurdo deixar a criancinha puxar o burrinho com você em cima. Disse ela gritando.
- Você deveria ter vergonha na cara. E ainda maltratar o bicinho. Essa criança precisava estar na escola e não carregando o pai moribundo.
O pai atento ouviu à Sra., desceu do burro e colocou seu filho no burrinho cheio de sacolas pesadas. Se aproximou então uma outra Sra. e falou para o menino no burrinho:
- Você não tem respeito algum pelos mais velhos menino abusado?! Disse ela incrédula.
- Olhe como seu pai está cansado. Olhe a idade dele. Você é jovem ainda. Cheio de força. E seu pai? Tsctsc.
O menino ouvindo decidiu descer do burro e ambos, pai e menino andaram puxando o burrinho e as sacola pesadas. Chegou próximo então um lavrador no meio do caminho e se dirigiu aos dois:
- Vocês não tem vergonha do que estão fazendo? Olhe o estado do burrinho. Mal anda. Olhem quanto peso nele e vocês, seres humanos, prontos e preparados para carregar com nada na mão. Mas claro, mais fácil escrevizar um pobre animal.
Eis que surge a moral da história. Tudo é relativo e sempre haverá um ponto de vista em que você estará ‘errado’. Não importa o quanto você justifique. A grande lição da vida é saber que todos os atos tem consequências. Mas que os atos de um podem ser vistos de uma forma e os atos de outros podem ser vistos de outra forma. Tal qual as consequências. Cabe a você julgar a quem você vai ouvir e em quem você vai acreditar. Em como você vai reagir a certos atos e de que maneira ira superar, OU não, certas consequências.
As pessoas geralmente, e digo aqui por mim especialmente, entram em histórias querendo algo, pretendendo algo, tentando algo dar certo. Mas o certo é relativo. O que é certo para um pode não ser para o outro. Cabe à s duas pessoas combinarem, seja bom bom senso, seja via argumentações, o que e como irá se dar “as coisas” entre eles. Então, mesmo que uma pessoa queira o bem e o certo, ela pode acabar gerando o mal e o errado. Isso é culpa dela? Depende. Tudo é relativo. Acredito que não haja culpa. Acredito que sim haja consequências. Mas se temos que nos pôr diante delas e enfrenta-las? Sim. OU não. Depende do que queremos. E digo que não adianta só um lado querer. Ambos os lados tem que querer para que a consequência seja vista como uma pedra no caminho que podemos desviar ou pegar e atirar ou seja vista como um obstáculo ou um muro alto que precisamos escalar ou quebrar e que, por vezes, não conseguimos seja pela energia (ou falta dela) ou pela falta de capacidade.
O que eu quero transparecer aqui é que na história, podia o pai estar levando o menino para a escola, podia o menino estar levando o pai ao médico, podiam ambos estarem levando o burro com a pesada carga para algum lugar onde arranjariam meios de sobrevivência. Tudo é relativo. As vezes, sem nos questionar ou sem perguntar, olhamos para os atos e para as consequências de acordo com o nosso ponto de vista (que não é certo nem errado. É somente UM ponto de vista) e esquecemos ou não nos damos conta de que o outro lado está fazendo o bom, o certo, mas que mesmo isso é relativo. Onde quero chegar? Todo ato tem sua consequência. Acredito, porém, que cabe à pessoa do outro lado enxergar os fatos (os atos no caso) como uma tentativa de do ‘fazer o bem, o certo’ e enxergar as consequências como pedras no caminho.
Lembrando que pedras quando pisamos nela sempre nos machucamos, nos ferimos, nos cortamos. Cabe a nós decidirmos se colocamos uma tala ou um band-aid (não sei como se escreve) e seguimos adiante. OU se deixamos sangrar até parar e então seguimos. Não podemos também nos esquecer de que não sabemos até quando vai sangrar e, portanto, corremos o risco de esvair tudo o que temos de nós e deixar nosso corpo fraco por conta de um descuido ou de uma simples ‘falta de ato’ (Falta essa que seria ou perdoar a pedra por ter surgido no caminho ou por se enxergar e querer colocar o remedio para sarar logo a ferida).
Tem muito mais que eu gostaria de escrever, mas no caso estou com minha perna sangrando e decidi como ato e como consequência deixa-la sangrar até que alguém se levante e meça como ato colocar o remedio no seu pé e vir me ajudar. Acredito que tenha atirado uma pedra no caminho de alguém que eu gosto muito e, no entanto, percebo que essa pedra a feriu e eu não tenho como alcança-la rapido o suficiente para ajuda-la antes que todo seu sangue saia de seu corpo e o deixe fraco. Isso é a consequencia de meu ato. Nao posso simplesmente olhar ou negar essa consequencia. Mas nada posso fazer se pelo fato de eu ter atirado a pedra incorri num avalanche que me fez cair do caminho ‘bom e certo’ que eu estava e para o qual eu nao sei como voltar.
Ca esta meu sincero pensamento de que gostaria de voltar ao caminho em que eu estava. E mais ainda, gostaria de curar o machucado que a pedra que atirei causou. So nao sei como fazer isso. E por isso somente eu peço ajuda.
Por Elad Victor Revi


















Uma das coisas mais difÃceis da vida e fazer escolhas e arcar com as consequencias.
O crescimento doi às vezes, mas é uma estrada que não podemos escolher.
Sábias palavras Rudney. Mas acredito que sim podemos escolher. Há uma frase em inglês que diz: “Ignorance is a blessing sometimes”. Acredito que as vezes não saber ou fingir que ‘um muro é uma pedra’ é a melhor forma. Não seria uma fuga da realidade, mas uma transformação de um problema em solução. OU talvez de um problema imensurável em algo compreensÃvel que pode ou não ser resolvido. Tudo depende que como nós nos deparamos e enfrentamos as consequências.
E dale as consequências de nossos atos hehe.
E agradeço a você Ric pelo elogio.
Obrigado
Fico contente que meu texto tenha sido uma boa leitura.
Sensacional e equilibrado. Pelo menos do meu ponto de vista, rsrs.
Eis teu sparadrapo para o sangramento que nao quer parar e te machuca.
o unico que pode colocar- lo é voce,a ajuda é aquele que vai te trazer-lo para voce……………..colocando-o.
Sangramento e bom, assim a gente sabe que ta vivo ,que doi, que precisamos de ajuda de vez enquando,e que da para consertar as coisas na maioria das vezes, o que é excelente………………….
Já que voce é capaz de tomar consciença da ferida é um grande passo rumo a um futuro brilhante e de auto conhecimento e de uma mente em evolução adequada……….outros dirão maturidade…………..outro assunto, tudo é relativo nao duvida disso um segundo se quer ,a diferenca e saber onde quer ir e chegar e com que, uma vez sabe aproxidamente a respota, o caminho será aberto e suave . Creio……… porque a vida nada mais e que uma interação com o proximo e o ambiente no qual a gente respira……………………………
arrependimento……………………………….,é o meio caminho para a paz, a que foi feito, ja era, pertence ao passado, o que vai fazer hoje e que vai determinar o teu dia de amanha ,teu futuro. O dia de amanha pode ser muito diferente para o melhor e pode superar de longe o erro de ontem, e muito mais, pode ser o caminho para uma relacão melhor seja individual, comunitaria ou ao nivel universal…………
Pedra no caminho, quem nao à tem, alguma vez reparou o quanto é dificil para uma crianca se esforçar para subir no escorregador e não consegue, sobe e espera talvez a ajuda de um adulto ,se e que ela vai receber essa ajuda… senão vai ter que esperar ate crescer e ter força, musculo e altura para conseguir…………. imagina o ser humano adulto na sua jornada………………..se a pedra vira muralha, ai vem a paralisia e nada progride, se tem paciençia, um dia a pedra e superada e o caminho e fica livre para correr,e o mais interressante não é a meta em si a ser alcançada, mais o caminho ,uma vez que o caminho ta encaminhado, voce chegará la sem duvida…………………….e o sangramento não passará de uma pequena ferida sem importancia.
A melhor forma de corrigir um arrependimento é não fazer igual na proxima vez que a situação se apresenta, e ela vai se apresentar sem duvida ,menos dias mais dias ,por isso que a vida e maravilhosa, tudo tem conserto, tudo pode mudar, tudo pode ficar lindo mesmo que a gente acha que esse dia não chega mais………….
Magoa ,seja ela dirigida a si mesmo ou a autrora é um veneno a ser tirado o mais depressa possÃvel dentro da gente, e um empecÃlho para ir em frente e correr livre e feliz,sugiro duas opcões: uma- esperar o momento certo e esclarecer; dois- ir atras de conversa honesta e esclarecedora(claro tem que levar em conta se o outro ta pronto por isso,senão paciencia, outra oportunidade surgira)
E por fim, a vida é bela e ainda bem que também é complexa senão tudo seria muito chato se a gente sabe de entimão tudo que tem que saber e tudo o que vai acontecer, serimos ainda no nivel de puro instinto animal……….muito chato……………….e não iria estar aqui te escrevendo numa manhã chuvosa e agradável……………………. beijos YVO
Caro Elad,
Achei legal a tua alegoria a respeito das pedras e entendi o cerne dela.
Só que nessa equação não é válido apontar culpados. A pedra não o é por estar no caminho. Tampouco nós por resolvermos trilhar o caminho e,conseqüentemente, toparmos com a pedra.
È sim, condição sine qua non, encontrar os protagonistas, descobrir papéis e responsabilidades E isso, definitivamente, não é encontrar culpados. Culpa vem do latim e denota uma infração moral maior que o pecado e menor que o erro.
Trilhar, dar a cara a tapa e cair ou se cortar no caminho é decorrente de qualquer ato humano. Felizmente as coisas são assim.
Parabéns pela luta. Sem culpa.
Olá!
Muito bom texto; muito bem redigido e boa escolha do tema.
Para mim, no momento, foi de grande ajuda, passo por um momento de grandes escolhas e percebo que estou olhando muito para as pedras do meio do caminho e para os sangramentos.
Precisamos estancar o sangue e deixar as pedras para trás, não é mesmo?
Parabéns!
Até mais.