Viva a diferença
Publicado em: 22-02-2010 | Por: Ricardo Augusto Lombardi | Em: Comportamento
Tags:Cinema, Comportamento, Filmes
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Ontem fui devolver uns DVDs na locadora e a garota que estava ao meu lado no caixa se queixava do filme que tinha alugado.
Fiquei de orelha em pé e dei uma olhada pra sacar qual era. Anotei o nome na cabeça e não tive dúvida; aluguei e paguei pra ver.
Ela não gostou, eu adorei! Incrível como as pessoas tem gostos diferentes, não? Mas eu adoro essa diferença, se todos fossem iguais a vida seria um tédio só. E é justamente por não sermos todos iguais que apostei em conferir o filme.
É o tipo de filme que se você levar em consideração o título, jamais será atraído para assistir: “500 Dias com Ela”. Trata-se da história de um moço que se apaixona pela moça, que não se apaixona por ele, porque não acredita no amor, mas aceita tocar um relacionamento, porém sem envolvimento, se é que isso é possível.
O rapaz aceita as condições. Com o passar da relação, que não tem envolvimento (?), o rapaz questiona a moça sobre o que os dois estão afinal vivendo. Ela, claro, desconversa e insiste em dizer que é apenas convivência e não namoro, ainda que eles se vejam cada vez com mais freqüência, sintam a falta um do outro, compartilhem gostos semelhantes e dividam a cama em diversas ocasiões.
É uma bela história sobre o amor. E não uma história de amor. O filme revela nas entrelinhas o por que daquela garota não acreditar no amor e preferir uma relação, digamos, às avessas. Da mesma forma, justifica por que o rapaz possui essa personalidade de, digamos, homem sério.
Conforme a história vai se desenrolando você passa a balançar a cabeça e concordar com os dois e até a entender como isso é passível de acontecer. E aí a gente entende por que nem todo mundo é igual, nem pensa da mesma forma, tampouco tem o mesmo objetivo que o outro. Mas avalia também que nem por isso é preciso deixar de apostar numa relação.
Será que se as pessoas se preocupassem em respeitar e compartilhar as diferenças e não apenas as afinidades poderiam alcançar o sucesso numa relação, chegar ao ponto de equilíbrio?
É um filme e tanto! Principalmente pelo desfecho final da história, que claro, eu não vou contar aqui. Provocativo, instigante, reflexivo e irônico, que utiliza a ficção como pano de fundo, mas que no fundo, é a mais pura realidade.
Ah! Quem quiser me indicar um filme que não gostou, fique à vontade.
Por Ricardo Augusto Lombardi

















