Plano de carreira: um esquema tático contra o desemprego e rumo ao sucesso
Publicado em: 17-02-2010 | Por: Adriano Berger Ferreira | Em: Carreira, Comportamento, RH
Tags:Carreira, Comportamento, RH
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A mídia nos coloca a frente de uma situação inusitada, mas que não me surpreende em nada: aumentaram as vagas de trabalho, mas não a mão de obra qualificada para preenchê-las.
Isso é inusitado porque parece inédito em nosso Brasil sobrar emprego, mas não me surpreende pelo fato de faltar mão de obra qualificada, uma vez que falta um plano de carreira na vida das pessoas. Ou seja, muita gente ainda está desempregada não por falta de oportunidade, mas por falta de capacidade.
Tenho dito isso outras vezes e volto a dizer: novos profissionais não têm que buscar alta remuneração, mas aprendizado. Precisam dar foco no que gostam, no que querem aprimorar e qualificar num primeiro momento, mesmo que isso lhes custe uma vida mais modesta, com remuneração de aprendiz, para que se desenvolvam como gente grande e passem a pedir mais caro pelo serviço cada vez mais especializado que poderão oferecer.
Tem muita gente que ainda acha que faculdade gera emprego. Não gera!! Já estamos em 2010, e diploma é apenas uma obrigação de quem quer se manter vivo no mercado de trabalho. Após ele vem a capacidade individual de se adaptar com diferentes tipos de negócios, diferentes tipos de chefias, diferentes políticas de trabalho e diferentes mercados. Dominar informática, ter noções de inglês e uma faculdade não é mais sinônimo de competitividade profissional, isso já faz parte da rotina, igual a tirar carteira de motorista! Todo mundo tem que ter…
Agora, se alguém deseja apresentar-se para disputar um emprego, precisa antes de mais nada estabelecer sua Missão, Princípios e Valores pessoais para mostrar claramente a um entrevistador que sabe onde quer chegar. Veja só isso:
Entrevistador – “Por que você acha que pode contribuir como programador nessa empresa?”
Candidato 1 – “Ah, porque eu me formei nessa área e gosto de trabalhar nisso.”
Candidato 2 – “Ah, porque eu já fiz estágio em programação, meu forte é html, e preciso de dinheiro pagar minha especialização.”
Candidato 3 – “Ah, porque eu tenho um objetivo de vida que é ser um dos melhores programadores, e mesmo com pouca experiência, pretendo aproveitar tudo o que essa empresa tem para me oferecer como conhecimento e crescimento profissional, para depois despontar, desenvolver projetos maiores e me valorizar aqui dentro.”
Notou a diferença? O candidato 3 não quer saber quanto vão pagar e qual a política salarial ou de benefícios da empresa. Ele não quer apenas trabalhar, mas quer dar um duro lá dentro, quer se desenvolver profissionalmente e em breve trazer maiores benefícios à empresa.
O que as empresas esperam de um profissional hoje é mais do que formação. Eles esperam pessoas com vontade de crescer, e crescer juntos com a companhia para que dia após dia todos ganhem.
Jovens mauricinhos mais preocupados em comprar ou “tunar” um carro, ou mais preocupados com a grana para a balada do próximo fim de semana, já estão entre os que normalmente não vão dar em nada, serão eternamente comandados por alguém. Já estão entre aqueles que o recrutador percebe logo de cara que trocará de emprego se alguém lhe oferecer cem reais a mais. O mercado quer trabalhadores, pessoas que primeiro estabeleçam a base de suas vidas, seu plano de carreira, para depois pensar no status do próprio ego e na vida social.
E acredite: para quem recruta, quem trabalha com seleção de candidatos, basta 5 minutos de conversa para separar o joio do trigo. Mas infelizmente está difícil achar o trigo nos tempos de ascensão social do brasileiro, que deslumbrado com a chance de gastar… só pensa em gastar, esquecendo-se de se qualificar e de investir no próprio desenvolvimento técnico e intelectual.
Isso provoca um problema em escala, pois por falta de gente competente contrata-se profissionais medianos, pagando-se salários medíocres, pois muitos não valem mesmo mais do que isso.
Portanto minha dica é: pegue um papel e um lápis e estabeleça seu plano de vida, direcionando onde quer chegar e quais serão seus próximos passos para que esteja com um currículo competitivo e que impressione alguém quando tiver seus trinta e poucos anos. Trabalhar em várias empresas pequenas e médias dentro de sua área de interesse e ganhar pouco antes dos 30 não é problema. Duro é passar dos 30 e perceber que não juntou conhecimentos e argumentos suficientes no currículo para vender sua prestação de serviço para alguma empresa grande. E vender caro…
Por Adriano Berger Ferreira

















