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GERAÇÃO XYZ

Publicado em: 17-02-2010 | Por: Wellington Miranda | Em: Carreira, Comportamento, Gerações

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A geração ouvindo-som-no-trabalho vem sendo denominada Geração Y, por se constituir em segmento diferenciado no ambiente de trabalho, principalmente nas empresas onde as outras gerações têm assento como maioria. Nestas empresas, os Y convivem com outras tribos, algumas mais conservadoras outras mais abertas, mas nada que se assemelhe aos Y.

Estes são citados de maneira bem característica, na mídia dirigida aos temas de relações no trabalho, carreira, etc. Este aparente apartheid dá a entender que os Y são uma empresa dentro da empresa, algo assim, pelas diferenças em relação aos demais grupos, ou ao grupo restante. Começa no vestir, termina no acreditar. O despojamento externo guarda sintonia com o interno, onde as ligações fraternas com a empresa pouco significam, eis que a busca pela vivência frenética e com múltiplas atividades não deixa laços muito apertados. A tudo isso se soma a fé nas conquistas rápidas e no sucesso prematuro.

Pessoalmente, com rasgos isolados de Y na vida profissional, sempre defendi muitas de suas características, a começar pela medida do resultado e não da atividade em si. A preocupação das chefias, ainda hoje muito frequente, com a assiduidade como meta isolada, faz com que se perca tempo e foco no que realmente interessa, que é o trabalho bem feito, a base para o resultado, e o próprio resultado pretendido pela empresa.

Sou adepto da liberdade com responsabilidade, não significando isto que o profissional pode entrar e sair a hora que quiser na empresa. Não é assim. Mas pode ter um horário flexível, num ambiente em que eventual atraso ou saída antecipada, não signifique o mau humor da chefia.

É preciso observar os profissionais no ambiente de trabalho e entender qual seu conceito de “liberdade com responsabilidade”. É natural que ocorram desvios, o importante é manter o diálogo aberto de forma a que ambas as partes possam ter conforto em se expressar, em falar de seus procedimentos, até que um consenso seja atingido. Tendo interesse em um profissional, é dever da chefia moderna reter o mesmo na empresa, a começar pela observação e pela fatal constatação que as pessoas são diferentes, e assim trabalham e agem de formas diferentes.

Por outro lado, os Y também devem ser bons observadores, eis que em seu ambiente de trabalho certamente encontrarão a Geração X e outras letras, composta de pessoas mais idosas e que cresceram e trabalharam com outras influências, outras perspectivas e outras crenças.

Os mais novos olham muito para a frente e quase sempre têm pressa. No trabalho, não devem perder estas características, pelo lado positivo e pelos estímulos que proporcionam na busca do sucesso. Mas devem aprender a observar os X e as outras letras, conversar com eles e pensar sobre o que eles fazem e falam.

Numa empresa em que convivem várias gerações, o passado responde em grande parte pelo sucesso do presente. Não pode e não deve ser olvidado. Há muitas lições na história da empresa, não percebidas como tal, mas responsáveis pela existência da empresa, a mesma que acolhe e emprega os Y.

Poderíamos visualizar a empresa como uma tenda de circo, armada em uma planície. Muitos de seus pilares e cabos são parte da Geração X e outras letras. Se forem retirados, podem deixar a lona inclinada ou mesma levada ao chão. Outros pilares são da Geração Y e igualmente têm importância na sustentação do circo.

A melhor imagem seria os X, etc. e os Y interagindo entre si, falando e ouvindo, escutando e aprendendo, estrumando o presente de forma que o futuro possa vir fértil, com agilidade, coragem, velocidade, e também prudência e experiência mescladas em um molde que liberasse a Geração Z, não como nova, mas como fruto da comunhão de X , etc. e Y.

A nova realidade do ambiente de trabalho, as conquistas no campo da comunicação e da globalização, impõem a presença dos Y mas igualmente exige a participação dos demais. Estes devem buscar o entendimento deste novo tempo, veloz, múltiplo, interativo e informal, mas igualmente feliz.

Geração é composta de gente, não de máquinas. Porisso existe tanta identidade entre quaisquer delas. Não há como uma renegar a outra. Embora a princípio se pense que a X quer bloquear ou regular a Y, isto não é uma verdade generalizada. Vamos encontrar tanto nos Y como nos X muita gente que está com um pé no futuro, sentindo já o gosto de pertencer à Geração Z.

Esta é a melhor parte da história – a miscigenação das gerações, trazendo o entendimento que o caminho para o sucesso não é restritivo, embora muito competitivo. As gerações podem e devem se ajudar na caminhada.

Mas a Geração X, etc. tem de se cuidar e observar com atenção os Y. Há muito que aprender com os mais novos, não só o jeito descontraído e rápido de buscar resultados, mas principalmente a emoção na conquista. Esta é inegavelmente a grande lição.

O futuro caminha para a Geração XYZ. Quem não entender isto, pode ficar sem futuro.

Por Wellington Miranda

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Comentários (12)

Não existe competição sem cooperação. Uma nova geração surge em função do aprendizado de outra. Acredito que é preciso entender o ambiente organizacional que você está inserido, e a partir desta análise transforma-lo. A mudança já chegou o desafio está na constante adaptação. Que venha, animadamente, a geração xyz.

Excelente artigo. O importante é ter como foco o trabalho bem executado para que haja resultados satisfatórios. E estes somente serão obtidos por meio da cooperação daqueles que desempenham esses trabalhos. O choque de gerações é nefasto se houver conflitos, imprescindível, pois, compartilhar meios, formas de se desempenhar um bom trabalho. Parabéns ao autor!

O artigo nos aventa a dialética hegeliana com sua estrutura Tese, Antítese e Síntese. Bastante gratificador atuar junto a detentores deste ponto de vista. Sentimo-nos cada mais letrados!

Bom … sou da geração z a mudança esta acontecendo só espero que seja bem aceito no mercado de trabalho.
Bom artigo

cara michelle,
q bom q voce tenha gostado e entendido a mensagem. certamente vai haver aceitaçao para qualquer geraçao. acredito firmemente nisso. algumas pessoas podem até se assustar ou se intimidar com o novo, mas quando o novo é bom, como nao aceita-lo ? boa sorte.

Por mais incrível que possa parecer, mas só me dei conta desta necessidade de identificar as diferenças demandadas na gestão de pessoas de acordo com sua data de nascimento (gerações). Sou “baby boomer” 5.0, e, apesar de leitor assíduo (até de jornais velhos, he,he), nunca parei para pensar que isso era preciso, para conciliar as tarefas no escritório.
E não é que os arautos desta tendência de conciliar o diferente para sucesso nas empreitadas estava certa? Tenho filhos – 1 “X” e outro “Y”. Melhorou muito e as coiasa vão muito bem, obrigado! Parabéns pela abordagem sintética e lúcida.

cara, parabéns pelo texto!
acho que muita gente cortaria os problemas do dia a dia profissional pela metade se tivesse lido isso tudo que voce escreveu.

mas meus olhos de x (geração e não raio) enxergam uma pequena diferença sobre o que você escreveu dos y.
não sei se consigo vê-los como tendo emoção na conquista. talvez se emocionem no processo de conquistar pelo desafio e pela novidade. mas tem muita dificuldade pra dimensionar o valor das conquistas: às vezes se entediam rápido com uma conquista importante (principalmente se ela trouxer mais responsabilidade) e às vezes vangloriam-se de conquistas auto-referentes e acham que merecem o reconhecimento de um grande feito.
enquanto a geração x gasta energia desnecessária por valorizar o sacrificio tanto quanto o resultado – no pain, no gain! – falta aos y um pouco da compreensão de que superar os seus próprios limites não faz de você um herói.
eles são sim irreverentes, cheios de energia e indiscutivelmente tem mais facilidade e rapidez com tudo quer é novo, inclusive tecnologia. eles são mesmo incríveis pra resolver problemas em menos tempo, usando as novidades como ferramentas. eles são fresquinhos, menos auto exigentes e esquentam menos a cabeça. eu adoro os y por isso!

acho que y e z poderiam aprender com os boomers e x a ter um pouco mais de brios, de senso de dever e responsabilidade. ao mesmo tempo, e com igual urgência, boomers e x precisam aprender a valorizar mais o bem estar do que o sucesso suado. e, assim como y e z, precisam levar a vida menos a sério. ia ser uma boa troca.
beijo me liga!

Muito bom o texto. Acredito na miscigenacao por você citada mas não acredito que a geração Y seja humilde ao ponto de conseguir se misturar com a X. Infelizmente somos arrogantes devido ao fato de sempre termos tudo em nossas maos, e infelizmente “isso”causa muitos conflitos entre as duas gerações.

Gostei muito do que foi abordado acima. Acredito que todos as gerações que estão aí, são de de fundamental importancia para o desenvolvimento de nossa sociedade. Vejo que é preciso abraçarmos todas as possibilidades de conhecimentos de cada geração, independentimente de qual geração pertecemos. Daí extrair da x y z as melhores coisa que só elas podem nos oferecer, ou seja, oa mesmo tempo excluir tudo que de negativo.

Submeto a análise do autor, uma visão de futuro de empresas e entidades cujas bases tem como princípio a cooperaração, como sindicatos e cooperativas. É possível enxergar a geração Y compondo o quadro e liderando essas entidades num horizonte de 20 anos? Essas entidades são atrativas para esta geração?

Parabéns pelo texto.

legal.

eu preciso fazer um trabalho sobre a geração xyz,tipo um resumo para a faculdade,se puder me ajudar fico grato

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