O que se passa na cabeça do seu consumidor?
Publicado em: 04-01-2010 | Por: Danielle Abade | Em: Atualidades, Comportamento, Empreendedorismo
Tags:consumidor, empresas
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Qual empresa não se sentiria mais segura se pudesse adentrar a mente de seu consumidor em busca de informações essenciais para o seu próximo lançamento?
Para a felicidade capitalista, essa tecnologia já esta disponível. Mais superficial ou não, inovações científicas trouxeram para o marketing a possibilidade de, em maior ou menor grau, entender o que se passa na cabeça dos consumidores quando estão de frente para um produto, exatamente no momento crucial onde ele tem o poder de decisão de compra nas mãos.
Uma reportagem na revista Exame do mês de setembro ilustrou o caso com algumas das mais recentes evoluções no setor. Se você ainda acredita que as possibilidades se esgotam em questionários extensos e análise de cases, conheça o que a união entre neurociência e marketing está sendo capaz de gerar:
EYE TRACKING: o equipamento permite o rastreamento da íris humana diante de várias embalagens e é capaz de apontar para que produto e informação a pessoa está dando mais atenção. O Eye Tracking já é utilizado nos Estados Unidos pela Kimberly-Clark em sua experiência de compra virtual (os clientes escolhem os produtos através de um simulador com carrinho e tela touch à frente).
ELETROENCEFALOGRAMA: Por meio de capacetes e sensores, é possível monitorar a reação do cliente diante de um comercial, produto ou embalagem. São apontados dados como a dilatação da púpila e, adivinhe só, as áreas do cérebro ativadas diante do produto, delineando até mesmo o envolvimento emocional do consumidor. A tecnologia já foi aprovada pela Pepsico, que constatou a reação negativa de um grupo de mulheres frente aos seus salgadinhos (a sensação de culpa). Isto levou a empresa a criar uma linha de embalagens com outra cor (bege), destacando outras informações (temperos, quantidade de gordura, etc).
VÍDEO INTELIGENTE: O uso de vídeos inteligentes permite monitorar o comportamento do consumidor, verificando o tempo gasto diante de uma prateleira, quais são os corredores mais e menos freqüentados e o caminho dos consumidores dentro das lojas. A Priya Baboo constatou que, devido à grande variedade de sucos oferecidos em uma mesma gôndola, o cliente acabava saindo do supermercado sem levar produto algum, ainda que tivesse gasto 90 segundos observando a prateleira.
São várias as possibilidades oferecidas pelo Neuromarketing. Ainda que não representem uma solução absoluta, sem dúvida alguma, a união da ciência com o marketing traz grandes benefícios para entender o que realmente se passa na cabeça do consumidor. Afinal, ainda que ele responda seus questionários e deguste seus produtos, nem sempre o que dizem é o que realmente sentem ou pensam. Da mesma forma, nem sempre o que dizem querer é o que de fato precisam. Cabe às empresas conhecê-los ainda mais para oferecer soluções cada vez melhores para a vida diária.
Por Danielle Abade


















Muito legal! Parabéns!
Uma ferramenta que acho interessantíssima para fazer pesquisa de mercado é o twitter. Lógico que não é tão tecnológica e interessante, mas através dele, as empresas conseguem falar diretamente com o consumidor e perceber suas expectativas e interesses.