Formação difusa de opinião
Publicado em: 04-01-2010 | Por: Paula Jácome | Em: Comunicação, Tecnologia
Tags:Comunicação, conectividade, internet
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Atualmente não nos informamos mais lendo jornais impressos e fumando um cigarro. O cigarro se tornou politicamente incorreto e o jornal prolixo. Nem as versões on line são lidas na íntegra. A TV também não me parece ser a mais importante fonte de informação, Willian Bonner que me desculpe, mas não assisto mais ao Jornal Nacional!
Plugados no universo difuso e virtual, recolhemos ludicamente pedaços de blogs, olhamos revistas ouvindo programas de TV enquanto respondemos e-mails e conversamos em chats. Quase tudo em 140 caracteres. E o melhor, ou não, é que nos atrevemos a modificar e participar da informação recebida.
Transformamos a notícia em A NOTÍCIA. Ronaldo Bressane na revista Vida Simples – Editora Abril de novembro/2009 chamou isso de Consciente Coletivo.
“Graças à internet, cada vez mais o conhecimento e as artes são produzidos coletivamente. “
Vivemos em um constante dar e receber de links que vêm de fontes nem sempre confiáveis e estamos sempre com o indicador erguido, prontos para o próximo clique.
É assim que nos relacionamos com o mundo agora. Com ele INTEIRO de uma só vez. Participando, reagindo, modificando, mas da nossa sala de estar.
Neste contexto, os jornalistas deixaram de ser os donos da verdade, mas mantêm a importante missão de espiões: Nos contam o quê descobriram e então escolhemos como queremos divulgar.
Questão: O que desperta o interesse pela informação hoje?
Por Paula Jácome


















Ótimo post!
Sintetizou bem nossa realidade.
Acredito que o que desperta interesse pela informaçao ”e o poder que ela da ao individuo, o poder transformar o aqui e agora em noticia para todo o mundo, como bem voce disse. É simplesmente fantastico o numero (e a qualidade) das ferramentas a nossa disposiçao. Que façamos bme uso delas e da maravilhosa arquitetura de participaçao dessa web 2.0
Abs
@Danielle Abade – Muito obrigada Daniele! Penso que nesse mundo inflado de notícias, o que faz uma matéria jornalística bombar é a identificação. Se a notícia desperta algum sentimento no ouvinte, provoca interesse discussão e disseminação de links! Valeu!
Isso é ótimo! “os jornalistas nos contam o quê descobriram e então escolhemos como queremos divulgar”. Vou mais longe. Eles nos contam o que descobriram e nós escolhemos como queremos receber a informação, com quem analisando, com quem repercutindo, além de nós mesmos. Ótimo texto
Bom Paula! Muito bom mesmo!
Acho que as pessoas hoje tem o poder de excluir o que não querem ver e ficar somente com aquilo que é do interesse. Que em tese é ótimo.
Mas também vejo isso como um isolamento do resto, uma certa fixação em um mundo projetado.
Mas quem hoje tem a capacidade para julgar o que é e o que não é? Ou o que deve ser e o que não deve ser?
Eu não!
É cada um por si e Deus por todos…
Super beijo.
Super Texto!
Parabéns querida!!
Espero que um dia..muito em breve TODOS tenha acesso a essa maravilhosa ferramenta da DEMOCRACIA, sejam livres pensadores…
Sonho…quem sabe…
Gostei! Muito bom. Inclusive na frase em que você diz que o cigarro se tornou proibido e o jornal impresso prolixo, não tive como deixar de pensar que além de PROLIXO ele foi PRO LIXO…
Parabéns!
Genial! Nunca reparei que meu dedo indicador direito é mais “malhado” que o esquerdo.
A gente já se acostumou a selecionar conteúdos. Já está até ficando fácil notar quando tem diferenças na qualidade da informação entre um veículo e outro.
Parabéns! Gostei do site.
O detalhe do “indicador erguido” foi ótimo!
Essa “era do “click” é uma loucura.
Atualmente os seus textos despertam o meu interesse. Onde leio: “publicado por Paula Jácome” eu abaixo o indicador e me coloco atenta. Me identifico com a sua forma de dissertar.
Você está de parabéns!