“Twin”
Publicado em: 20-12-2009 | Por: Ricardo Augusto Lombardi | Em: Comportamento
Tags:Relacionamentos
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É. Me cansei de lero-lero, dá um tempo mais…eu vou sair do sério, quero mais, saúde…
Eu sabia que não valeria à pena embarcar nas tentativas de relacionamento amoroso neste ano.
Sabia que havia passado por uma grande tranformação interna, um processo de auto-conhecimento, de valorização da autoestima e do amor-próprio e que, por ora, seria difÃcil ter vontade de investir pesado num novo relacionamento.
Ainda assim, neste ano, surgiram três oportunidades, que julgo as mais marcantes e que foram também uma tragédia porque eu, durante todo esse processo digamos, de me virar do avesso e enxergar quem sou por dentro, também aprendi que era preciso se livrar de todo e qualquer preconceito e se abrir para o novo, para o amor.
E de tanto abrir resolvi é fechar pra balanço. Não vou me enfiar embaixo da coberta, me esconder, repelir qualquer manifestação de interesse, não se trata disso, mas pra começo de conversa não tô com a menor vontade de procurar, então, se rolar uma aproximação será de lá do outro lado.
E se isso acontecer, eu sugiro que a candidata a heroÃna se prepare porque eu não sou mais um homem fácil. E quando digo fácil não estou me referindo à resposta da conquista. Nisso eu continuo ainda sendo facilmente idiota. Me refiro à facilidade de convivência, permanência e insistência.
Cheguei num nÃvel em que minha liberdade é a coisa mais importante pra mim hoje. E eu não vou me privar dela em função de um relacionamento. Pode ser a mulher mais linda do mundo, a que melhor manda bem na cama, ou ainda as duas coisas ao mesmo tempo. Vai ter de rebolar.
E não tô abrindo mão de viver uma história, de compartilhar o sentimento, a cumplicidade, de promover o comprometimento e brotar o respeito. Nada disso, continuo achando tudo isso muito atraente num relacionamento, mas eu vou ter de me sentir livre.
E sei que isso não vai ser fácil. Porque sempre é preciso abrir mão de uma coisa aqui, de outra ali, relacionamento também é concessão, é verdade. Mas agora eu não sinto muita vontade de produzir isso. E acho que é exatamente isso, questão de vontade. O que me falta hoje é vontade. E enquanto não surgir algo que me faça ouvir o “twin” prefiro ficar com meu único amor que me completa hoje: o amor-próprio.
Por Ricardo Augusto Lombardi

















