sexo no casamento: nú com a mão no bolso
Publicado em: 18-12-2009 | Por: Ricardo Augusto Lombardi | Em: Comportamento
Tags:Comportamento, Sociedade
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Outro dia mesmo escrevi um post sobre o casamento e rendeu bastante debate, no meu blog e aqui no Top Talent. Entre as linhas eu dizia que uma hora o sexo cai na rotina e pode desmoronar uniões dessa espécie. E não é que hoje me deparo com um artigo de uma psicanalista que não só confirma minha tese como dá o tempo certo pra coisa desandar: de três a cinco anos. Em cinco anos ou você é bem criativo ou seu parceiro vai beber leite em outra tijela.
Eis o artigo.
Em 1908, Freud observava que homens e mulheres esperam mais do casamento do que esse pode oferecer. As uniões estão fadadas a um curto período de prazer sexual, entre três a cinco anos. Mesmo dando prazer, geram insatisfação, que acarreta afastamento físico e provoca distanciamento psíquico. Desilusão espiritual e privação física marcam essa instituição. Aos homens é concedida uma moral dupla. Às mulheres, graves neuroses.
Hoje, a sociedade é menos patriarcal. A mulher é mais livre. O sexo é permitido. Mesmo assim, a expectativa de realização da mulher e do homem no casamento permanece. Quando se percebem infelizes, muitos levam a vida dupla, de forma real ou em devaneio – às vezes, sob forte culpa.
Resgatar vínculos é tarefa difícil e sem garantia de sucesso. Há separações (plenas de dor) e novas uniões sob a mesma estrutura matrimornial: desilusão garantida pela transformação do amor em patrimônio dos filhos. A guerra conjugal reflete o império da mágoa e do ressentimento. em anos depois da fúnebre descrição de Freud percebemos poucas mudanças, embora tantas coisas tenham se transformado.
Luciana Saddi.
Por Ricardo Augusto Lombardi


















Um casamento depender da qualidade do sexo a longo prazo para durar é a maior demonstração do quão fútil está a mente humana…
O casamento quando é por amor, e não paixão, é composto por muitos itens, inclusive sexo. Quando a pessoa condiciona a manutenção de um relacionamento ao sexo, desculpe se sou muito ortodoxo, mas acho que perdeu-se a essência do ser humano e sua espiritualidade.
Não discordo de você e dessa afirmação, infelizmente é isso o que se vê, é isso o que a mídia acaba estimulando e mostrando que é normal. Mas acho que as pessoas deveriam se preocupar com outras demonstrações de prazer além do sexo: eu me preocupo se minha esposa está sorrindo menos, chorando mais, cantando menos, mais indisposta, quem sabe faminta, e também se está carente de sexo.
Mas muitas pessoas têm no sexo a razão de sua alegria e do seu viver, e estão pouco preocupadas com a alegria do sua companheira ou companheiro. Se isso não for o cúmulo do egoismo, é motivo para uma terapia, pois a cabeça não deve estar indo bem. Além do sexo existem outras formas de “diversão” e de compartilhar o amor. Quem não vê isso está doente…
Abs!!
Adriano
Gostei muito da sua argumetação, Adriano. E acredito que sua esposa seja muito feliz ao seu lado. Que bom encontrar homens que dão valor a pequenas coisas que maximizam a relação. Eu também penso como você e assino embaixo.
Mas também acredito que sexo é termômetro em qualquer relação, seja namoro ou casamento e quem tem o dom de reinventá-lo aí sim garante o sucesso na relação.
Você me parece um homem disposto a isso.
Parabéns!
Obrigado pelo comentário, Ricardo! Concordo com você e acredito também na reinvenção do sexo durante o relacionamento, que assim como o restaurante de fim de semana, o programa de diversão com os filhos, os passeios e até o estilo de se vestir precisam ser diversificados para não cair na rotina.
Mas mesmo assim, sexo é apenas mais um dos itens, e tem gente que só se preocupa com ele para medir a força de um relacionamento. Não existe reinvenção ou fetiche que resista a um relacionamento apático, um marido/esposa ausentes que não compartilhem seus momentos e sentimentos juntos. Daí o sexo é apenas uma desculpa para o fim do casamento.
Abraços!
gente adorei isso é verdadeiro poetico e terapeutico alem de moderno parabens
No meu casamento, quanto mais o tempo passa, melhor fica o sexo.
Paula, quer casar comigo?