hohoho!
Publicado em: 17-12-2009 | Por: Ricardo Augusto Lombardi | Em: Comportamento
Tags:Fim de Ano, Natal
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Você está com a mesma sensação?
As pessoas estão com pressa, muita pressa. Ainda não se sabe bem do que. Na hora do almoço, principalmente, correm para as lojas e enfrentam filas de caixa que levam, no mínimo 20 minutos em pé. As mãos estão carregadas. São artefatos de todos os tipos. Chocolates, sapatos, roupas, eletroeletrônicos e por aí vai.
Trata-se de uma movimentação anormal. Quem trabalha na área de serviços, por exemplo, vem recebendo solicitações urgentes de clientes, fechamento de balanços, lançamento de produtos, avisos de pauta de última hora e por aí vai.
Nos supermercados, uma revolução. Vejo pessoas sedentas de desejo, ávidas por encher seus carrinhos com tudo o quanto é tipo de mantimento. Todos parecem se preparar para algo que virá, que será muito grave, que certamente causará períodos longos de fome.
Pois é. Se você pensou no fim do mundo, acertou! É Natal! E nesse período as pessoas agem como se o mundo fosse acabar. As famílias se reúnem e há o encontro de gente que não se falou durante um ano inteiro mas que agora, trocam presentes como se fossem unha e carne.
A mesa desse encontro é sempre farta. Como se realmente fosse o último dia de nossas vidas. Precisamos comer muito, de todo tipo de variedade, durante 24 horas. Precisamos nos preparar, afinal, o mundo está acabando.
E muita correria, muita. Correria para se arrumar, pra sair de casa, pra pegar a estrada, pra ficar parado nela, pra fazer a comida, pra comer a comida, pra beber, pra cair duro, pra trocar presente e ufa! pra se despedir.
E não tem jeito, por mais que você tente não participar desse movimento, certamente será abdusido. Não vai se salvar. No dia 25, receberá a visita de um alienígena barrigudo, de roupa vermelha e nariz rosado. Ele não usará a força nem tampouco vai colocar você dentro do seu grande saco vermelho. Ao primeiro sinal, gritará hohoho e aí sim, você vai se dar conta de que é Natal e sim, o mundo acabou.
Mas logo, logo, começa tudo de novo. Claro, depois do Carnaval, porque ninguém é de ferro.
Por Ricardo Augusto Lombardi

















