Amor primata
Publicado em: 16-12-2009 | Por: Ricardo Augusto Lombardi | Em: Comportamento
Tags:Relacionamentos
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As pessoas costumam escrever sobre o amor que não dá certo. Pode perceber; histórias, poesias, letras de músicas, tudo sempre vem acompanhando pelo grande desejo não correspondido, pelo amor intangível, pela idealização e pela construção de castelos que são derrubados com o primeiro banho da onda do mar. E tudo vai por água abaixo.
Em meio a essas diversas formas de expressão do amor não correspondido; promessas. De esquecimento, de bola pra frente, de fila que anda e bla, bla, bla bla que engana todo mundo menos o dono daquela dor, daquela angústia, daquela rejeição.
Hoje no almoço, conversávamos sobre amor e sexo, sobre o que os homens (homem e mulher) sentem um pelo outro e chegamos a conclusão de que o homem e a mulher (e sem ser homofóbico, ok) sentem atração sexual um pelo outro e o amor não passa de pura invenção da cabeça, da nossa necessidade de agregar companherismo, cumplicidade e carinho ao sexo.
Somos primatas, gente. O homem vai à caça, puxa a mulher pelos cabelos até hoje e elas adoram isso (sem ser machista, ok), mas como dizem agora no twitter, é #FATO! E ficamos aí, choramingando pelos cantos, utilizanndo recursos visuais, poéticos e textuais para justificar nossa fraqueza e incompetência de satisfazer nossos desejos sexuais sem ter de inventar um amor que justifique toda atração.
Antes que eu seja alvejado por uma rajada de balas, quero deixar bem claro que eu também gosto de iventar o meu amor, de viver uma história de amor e de preferência bem sofrida, difícil, intangível, distante pra que fique cada vez mais forte, que me consuma dia após dia e que não me deixe passar uma só noite sem pensar na protagonista da história. O amor devia ser proibido porque é uma arma pesada e se ela está carregada, pode disparar na tua mão. Mas eu mesmo, não digo não. Eu não.
Por Ricardo Augusto Lombardi


















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Acho que a coisa é um pouco mais complexa, até porque o estudo da palavra “amor” possui várias nuances. O sexo seria uma delas, e intrínseca, mas não central.