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O papel do RH na sustentabilidade

Publicado em: 27-11-2009 | Por: Julianna Antunes de Carvalho Albuquerque Paula | Em: Administração, RH, Sustentabilidade

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rh1-300x238Antes que me perguntem, sim há grandes diferenças entre sustentabilidade e responsabilidade social. De forma bem simplista, diria que responsabilidade social é um dos pilares da sustentabilidade. Não entrarei no mérito de ter ou não no Brasil empresas que pratiquem a sustentabilidade de forma plena, apesar de algumas jurarem que sim (e o consumidor acreditar). O tema que quero abordar está explicado no título.

Achei importante, ainda que breve, mostrar a diferença entre sustentabilidade e responsabilidade social porque é muito comum as empresas concentrarem os projetos de RSC dentro de RH. E mesmo as que possuem RSC dentro de assuntos corporativos ou como uma área separada, é comum sua integração com o RH na a realização de diversas atividades.

A interação entre sustentabilidade e RH se dá principalmente em ações voltadas para o público interno das empresas. A SA 8000, por exemplo, trata basicamente de questões de saúde, segurança e condições de trabalho. A AA1000, que funciona como uma ferramenta de gestão de stakeholders, é muito cuidadosa no que diz respeito a ouvir demandas desse público.

Certificações e ferramentas não são os únicos instrumentos que fazem com que responsabilidade social e recursos humanos atuem de forma integrada. Há diversos projetos feitos em conjunto, como, por exemplo, o voluntariado, o QVT (qualidade de vida e do trabalho) e a elaboração ou atualização do código de ética. Não se pode deixar de mencionar a fundamental importância do RH na aplicação dos treinamentos não apenas de responsabilidade social, mas de sustentabilidade como um todo.

Saindo do plano operacional e entrando na estratégia, há uma série de possibilidades que unem as duas áreas. Não há dúvida de que o capital humano é um dos maiores (se não o maior) ativos empresariais. E também não há dúvidas de que as movimentações de mercado levaram as organizações a comercializarem com classes até então excluídas do consumo.

Com o atual cenário, as empresas se veem diante da necessidade de estabelecer novas formas de comunicação e novas estratégias de marketing que atinjam consumidores de classes mais baixas. E esse posicionamento acaba refletindo na necessidade delas promoverem a diversidade em seu recrutamento e seleção.

Muitas empresas, ao falarem de diversidade, se limitam a projetos de contratação de portadores de deficiência e planejamento de carreira para mulheres. É claro que esses pilares são importantes. Primeiro porque é lei (no caso de contratação de portadores de deficiência), segundo porque as mulheres há muito invadiram o mercado de trabalho e aos poucos estão chegando ao topo do organograma corporativo.

Acontece que para a sustentabilidade, diversidade é mais do que carreira feminina e inserção de deficientes nas empresas. Ela engloba também um viés social que está muito além de contratar a base da pirâmide para funções operacionais. Diversidade sustentável é poder inserir as pessoas dessa base nas áreas core da organização de forma que impactem verdadeiramente o negócio.

Seja atuando de forma independente ou respondendo a outras áreas, a sustentabilidade tem papel fundamental na transformação das empresas. Aliada ao RH, ela busca melhorar as relações de trabalho, o cotidiano dos colaboradores, o clima organizacional, principalmente, orienta e capacita os funcionários para uma atuação mais sustentável não apenas no ambiente corporativo, mas também no seu dia-a-dia.

Por Julianna Antunes de Carvalho Albuquerque Paula

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